Ribeira de Fráguas: Novo espaço de lazer ao ar livre
Vão ter início, em Setembro, as obras de construção de mais um parque de lazer no Concelho, desta vez, na freguesia de Ribeira de Fráguas. O novo espaço está orçado em 77.510.14 euros e ficará situado junto ao Rio Filveda, numa área bastante aprazível em termos de paisagem natural.
Dado que o relevo do terreno é bastante acidentado, o parque vai distribuir-se por duas plataformas distintas separadas por um talude natural em pedra de “rachão”. No nível inferior, junto ao rio, serão colocadas mesas de piquenique e uma churrasqueira, com ponto de água, criando assim um óptimo ambiente para refeições ao ar livre. Na plataforma superior, serão construídas instalações sanitárias em alvenaria. Nos pontos estratégicos serão colocadas papeleiras e 10 candeeiros de iluminação pública.
Após a criação de parques de lazer nas margens do Rio Vouga, chegou a vez do potencial do Rio Filveda ser aproveitado para o desfrute dos Albergarienses.
31-08-2009
Fonte: Câmara Municipal de Albergaria








Embora desconhecendo os detalhes deste projecto e a sua exacta localização, embora tenha uma ideia da mesma, tenho curiosidade em saber se a criação deste espaço contempla a recuperação e valorização de algum dos antigos moinhos ali existentes. Se assim for, é de louvar ainda mais a iniciativa. Se não, é de lamentar que não se tenha aproveitado a oportunidade para o fazer, aliando assim a criação de uma mera área de lazer, com a preservação da memória da freguesia e do seu património cultural. Como diz o artigo, depois do Vouga chegou a vez do Fílveda. Fica a faltar o Caima, cujas potencialidades são imensas e aonde muito se poderia fazer. Lá chegará o dia. Esperemos.
Era bom saber se os outros parques estão a ter sucesso junto de potenciais utilizadores (turistas ou não) e se os equipamentos se mantém funcionais. Lembro-me que alguns parques de recreio (para crianças mas que se deveriam alargar aos mais idosos) se encontram em muitas más condições (ou ao abandono) apesar da sua criação ser recente. O PRAVE prevê o seguinte: Revitalização de Recursos Naturais (Encantos e Recantos do Rio Vouga);
Criação de Percursos turísticos e ecológicos
Promoção da Gastronomia;
Criação de Roteiros (histórico, das águas, casas senhoriais e moinhos); etc
O comentário anterior (Carlos) é pertinente, nomeadamente em dois aspectos: Será que a mera criação de um parque de merendas, ou de lazer, é suficiente para atrair mais visitantes à freguesia e ao concelho? Será que a manutenção funcional e a dinamização desses espaços está salvaguardada na própria fase de elaboração do projecto? À primeira questão eu diria que não é suficiente. Parques de merendas é o que há mais por todo o país e o principal retorno dos mesmos para a aldeia mais próxima e para os seus habitantes é em termos de lixo, deixado pelos merendeiros e que depois alguém tem de vir limpar. Normalmente não há consumo de bens no local (as pessoas já trazem tudo de casa, que compraram anteriomente na grande superfície) e por isso estamos a investir sem grande retorno em termos de desenvolvimento local, a não ser na valorização de um espaço natural, isto se não se cometem atentados nesse aspecto. Quanto à segunda questão eu diria também que não, pois normalmente falta um plano de sustentabilidade para os espaços. Inaugura-se, está tudo muito bonito durante algum tempo, mas depois começa a vir a degradação e por vezes dá a sensação que foi dinheiro deitado ao ar. Falta envolver a população, eventualmente associações locais na gestão e dinamização dos espaços, falta estar atento aos sinais de degradação e intervir rapidamente. Nesse sentido, gostaria de saber o que estará previsto para garantir a utilização e a consequente manutenção do moinho que foi recuperado no parque de lazer de Mouquim. Quem é que se vai encarregar de o colocar a moer para os visitantes, ou para consumo dos habitantes da aldeia, para que ele tenha uso e não se degrade rapidamente. Porque não basta recuperar, também é preciso saber manter, senão é dinheiro e expectativas desperdiçados.
Carlos, da prave e da sema (que creio que é quem gere a prave) pouco ou nada se tem visto em prol do comércio e da terra, a não ser um carro-trenó do pai natal estacionado na alameda e às voltas na vila. Por muito boas que sejam as intenções a realidade é que estão apenas no papel, mas e resultados? Não sei como é nos outros concelhos da sema, até pode ser que façam alguma coisa, mas em Albergaria zero. Não se trata de uma simples crítica de bota-abaixo, é o que está à vista de todos, basta ver as acçoes a implementar e ver o que foi feito. Alguém já viu alguma delas em prática?
Havia um ano e pouco (até meados do ano passado) para a PRAVE colocar tudo em prática mas penso que as verbas só foram atribuidas este ano (até o site é recente). A AGIM (http://severdovouga.pt/) também ligada à SEMA começou na mesma altura e tem sido importante na dinamização da festa do Mirtilo e outras acções. Em termos de turismo concelhio também se falou de um concurso relacionado com o Turismo do Centro mas pouco se sabe/divulga e parece que a Camara vai assinalar o local das Mamoas do Taco.
Isso vem provar exactamente aquilo que estava a dizer: há uma total inercia na prave/sema em albergaria. Segundo o site, esta associação foi criada em janeiro de 2007, há 1 ano e 9 meses. O que estiveram a fazer até agora?
Acreditando que de facto ainda não havia verbas e que só chegaram este ano, parece-me que no minimo tiveram mais que tempo para programar as medidas e avançar assim que elas chegassem. Pelos vistos foi isso que Sever do Vouga fez e bem, pois pelo que li no site deles até já ganharam um prémio a nivel europeu. Aqui em Albergaria, se entretanto já receberam devem andar ainda a pensar onde é que as poderão gastar para além do trenó do pai-natal… Faltam ideias, falta empenho, falta dinamismo e infelizmente as coisas não aparecem feitas.
Uma das coisas que fiquei com alguma curiosidade de saber era quais são os estatutos da associação. Quem é que está à frente, qual é o grupo de trabalho, quem fiscaliza, se é a câmara que é um dos associados ou quem é… Alguem me sabe dizer isso?
Acho que sendo uma iniciativa que é pelo menos em parte pública através da nossa autarquia, devem ser prestadas contas aos municipes, não é só existir e ter uma pagina na internet e mais ninguém sabe bem o que é aquilo ou quem gere os seus destinos. Quantas são pessoas em Albergaria não sabem sequer que a prave existe?!
Gosto bastante da natureza e, a nível profissional estou ligado com questões deste assunto.
Os parques são engraçados, bonitos, mas talvez hajam em demasia. Podem dizer que uma ou outra localidade que reune condições favoráveis ainda não tenha o seu parque, mas parece-me existirem outras opções para dinamizar a natureza e promover o respeito pela mesma. Os parques devem ser feitos em locais estratégicos e não em todos os locais que sejam “bonitos”. O que acaba por acontecer é que os parques vão-se tornar banais. Existe algum tipo de estudo para verificar a utilização dos parques já existentes? Quer pela população do municipio ou mesmo por pessoas vindas de fora. Também seria interessante saber o estado de conservação dos mesmos.
Acho bem que dinamizem o que de bom temos, mas não podemos ir com muita sede ao pote. Temos de ser calculistas e jogar na táctica do q.b.. Quantidade não é sinónimo de qualidade e é aqui que Albergaria deve apostar.
Bom dia, apenas hoje vi esta noticia e fico muito feliz por ver que se está a fazer algo pela nossa terra e aproveitar o que de bom tem a natureza nesta zona. No seguimento desta iniciativa também é bom pensar na criação de alguns trilhos nomeadamente no que toca ao BTT, pois a nossa zona está cada vez mais a abraçar esta iniciativa e este tipo de desporto.
Catarina
Projecto de Requalificação e Valorização da Pateira de Frossos.
http://www.vector21.com/cp/?id_categoria=19&id_item=43689 Designação do trabalho de concepção: Projecto de Requalificação e Valorização da Pateira de Frossos, no Âmbito da Intervenção da Polis Ria de Aveiro
Descrição sucinta do trabalho de concepção: O projecto destina-se a requalificar e valorizar um dos principais sistemas lagunares adjacentes à Ria de Aveiro – Pateira de Frossos, com vista à conservação dos seus valores naturais e promoção da sua vivência, incluindo a criação de percursos turísticos e ecológicos (pedonais e cicláveis).