Branca: Encontro divulga resultados da acção popular e esclarece população
A Auranca – Associação do Ambiente e Património da Branca – realiza no dia 3 de Novembro uma sessão destinada à população da freguesia na qual será abordada a questão da acção popular interposta para travar a construção da A32.
O encontro inicia-se às 21h00 na sede da junta de freguesia estando aberto à participação de todas as pessoas preocupadas com os efeitos negativos da construção da auto-estrada que irá atravessar a vila.
No mesmo encontro, em que participa o Dr. Mário Jorge, será focado um outro assunto relacionado com a temática «Obras públicas e expropriações».
Ao participar a população ficará a conhecer quais os passos que poderá efectuar (independentemente de ser notificado ou não) caso as suas propriedades venham a ser abrangidas pela construção de uma obra pública, neste caso da auto-estrada prevista a nascente.
28-10-2009
Fonte: Auranca








Força Auranca!
Era uma vez um municipio situado numa zona muito remota e feia, ali entre a serra e o mar, que se chamava Albergaria “A Velhota”. Á frente dos seus destinos estavam instalados num castelo um grupo de cidadãos cultos, (segundo reza a história parece que eram todos professores) trabalhadores e representantes de um povo, que vivia sobre a sua alçada ignorantemente alegre.
Ao povo não lhes era passado “cavaco”. Este vivia alegremente entre Albergarias Com Vida ( e sem ela), viagens a locais sagrados, jantares e almoços para quem não trabalhava, tecnologia por todo o lado, atribuição de subsídios, enfim… nada lhes faltava…
Faltava-lhes sim, a informação que a tecnologia só fornecia se, por acaso fosse lá colocada…., mas não foi. Até que uns senhores da capital resolveram ajudar o grupo de cidadãos cultos com mais uma Auto Estrada, um TGV e umas beneficiações na antiga IC2, ( rotundas, passeios, …) como contrapartida .
Por isso, hoje, em 2020, esta terra, que em tempos tinha terreno, campos agrícolas, agora apresenta este aspecto negro, obscuro, sinuoso, com cruzamentos para todo o lado, até para Salamanca!!!
Mas, o povo, onde está?
Pelo ano de 2009, surgiu um grupo de pessoas duma freguesia chamada Branca que se indignou com o que se estava a passar. Meteram mãos à obra e falaram mesmo com os mesmos senhores que tinham dado uma Auto Estrada (A32) e o TGV a essa mesma povoação. Aqui a história é negra, ….começaram-se a desvendar os meandros, os senhores professores depressa aprenderam a lição. Segundo informações houve promessa de interpor uma providencia cautelar contra a construção da A32, que após leitura dos livros, nada consta que ela tivesse sido levada a cabo.
Na investigação dos factos pudemos constatar que apareceu uma associação que se interessou pelo caso e que tudo fez, até mesmo uma acção popular para travar a construção da A32, tiveram direito a advogado e sessão de esclarecimento, para o povo, no sentido do esclarecimento e defesa da sua população.
Continua amanhã.
Não achei nenhuma graça ao texto. Se o colega conseguiu ir a 2020 concerteza que conseguirá saber o que correu mal em todo o processo e emendá-lo (tal como um Michael J. Fox albergariense ou usando um Terminator caso exista) na data actual ou aquando do início do processo. Se actualmente existe um edital nas juntas de freguesia sobre o TGV também deve ter havido neste caso. Se a informação existe não carece de ser colocada na “tecnologia”. Alguns dos cidadãos dito cultos, mesmo que não sejam professores, até são da Branca. Só porque o Astérix está a fazer 50 anos fica aqui uma pergunta: será que nessa pequena aldeia não existira um druida e uma poção mágica?
Agora o TGV é moeda de troca?
Como TC sugere vários episódios sugeria a criação de um blog para ir contando esta história e até outras coisas que viu em 2020. Também poderia ir a 2044 e comparar com o que Mário Zambujal conta no seu último livro. http://www.ionline.pt/conteudo/27461-uma-noite-nao-sao-dias-e-o-novo-livro-mario-zambujal
Fico espantada com a forma como o processo está a ser tratado pela Câmara Municipal, … ou melhor, não está! … Vejo-os diariamente empenhados em festivais de cabaças, páginas de internet que servem para divertir o povinho e sem grandes funcionalidades, de jantaradas inclusíve na Branca, … mas nunca – repito – nunca vi qualquer um deles a assumir uma posição de defesa para com este flagelo de A32 e TGV… Mas ao povo da Branca, deixem-me que vos diga, é bem feito! ELE NUNCA FEZ NADA DE MAIS pelo desenvolvimento da Vila e mesmo assim votaram em maioria nele!
Ao ler alguns comentários faz-me lembrar os «Velhos do Restelo» que estão contra o desenvolvimento, a questão não está no TGV e na A32, estas contas fazem-se nas legislativas e o problema situa-se nos estudos económicos, ambientais (qual o melhor traçado) que as suportam e na real capacidade que actuamente o País tem para as pagar, porque para o Concelho e, em teoria, a A32 e o TGV são altamente benéficos.
Continuação “…mas afinal depois veio-se a descobrir que algumas das pessoas dessa associação também tinham interesses…”
Moral da história: Ninguém dá a ninguém!
Algumas dessas pessoas que fazem parte da associação podiam ser validas para a freguesia em muitas outras coisas mas nunca as vi tão interessadas em ajudar a freguesia porque será?!
Ninguém dá nada a ninguém mas o que se recebe pode ser o bem estar de todos, o dever cumprido, etc… Afinal as pessoas vivem no mesmo local. O bem estar das populações é um interesse da comunidade e é preciso que todos remem para o mesmo sítio. Se tanto criticam por agirem ou não agirem há alguma coisa que está mal em quem critica. A Auranca foi criada por causa de uma situação mas já está a ser usada no caso do TGV e poderá vir a ser útil em muitas outras ocasiões. O JP que faça chegar à Auranca as sugestões que acharia interessantes para um contributo dessas pessoas ou da Associação.
Jorge, não tenho nada contra a Auranca pelo contrario, tenho é contra a forma como algumas pessoas a utilizam para uso pessoal, isso sim incomoda me. Muitas das pessoas estão lá para defender mesmo a branca, na sua grande maioria são as mais humildes, que para pena minha são muitas vezes manipuladas. Porque é por essas pessoas que devemos defender a Branca da A32, porque são elas que fazem a Branca esta maravilhosa freguesia para se viver (Ao contrário do que muitos dizem). Quanto ás sugestões também eu faço parte de uma associação onde elas são debatidas, assim como estes assuntos que aqui falamos mas muitas vezes temos de perceber que felizmente ou infelizmente somos um concelho pequeno o que nos limita a nossa força, também sei que fica muito mais fácil “bater” no pessoal da Câmara ficam mais á mão e esquecemo-nos que estas obras são do estado e quando digo estado falo de uma máquina de interesses criada pelo PS, CDS e PSD. Sei que não devemos ficar de braços cruzados mas também devemos ter noção das coisas. Posso até dizer que o traçado inicial era me mais prejudicial embora não concorde com a construção da A32 prefiro que a ser construída seja por esse mesmo traçado. Quanto ao Comboio de Alta-Velocidade acho que faz parte do desenvolvimento (embora não concorde com alguns pormenores) que também criou este concelho porque sem a N1 a A1 e a A25 este concelho não teria o desenvolvimento que tem hoje com certeza e na altura também foram levantados problemas.
A questão é que nestas grandes obras há sempre prejudicados, isso é inevitável, e surgem logicamente grupos de pressão e lobbies de interesses a movimentar -se na sombra ou até mesmo às claras no sentido de tentar empurrar o prejuízo para o quintal dos outros. Nessa realidade, quem não se movimenta, quem não faz pressão, quem não tenta influenciar, já está à partida em desvantagem e na primeira linha para ser o mexilhão da coisa. Neste caso, quer da A-32, quer do TGV, essas obras vão ser uma realidade, disso ninguém tenha dúvidas, por mais inoportunas e desnecessárias que a realidade do país mostre serem. Há acordos assinados com os parceiros europeus desde 2003 pelo governo de Durão Barroso no que respeita ao TGV e há uma orientação clara do anterior governo que vai ser seguida no actual no respeitante à A-32, portanto essas obras são uma questão de tempo, mas vão ser uma realidade e quanto a isso nem a Auranca, nem as manifestações do povo da Branca, nem a Câmara Municipal têm poder para impedir seja o que fôr. No entanto, podem, mercê da sua acção reinvindicativa, obter do poder central alguns ganhos em forma de correcções possíveis ou de contrapartidas associadas e, mais do isso, podem impedir que os diversos interesses em presença tenham mais força e o traçado no concelho de Albergaria leve o tal tratamento do mexilhão por não apresentar acção contestatária. É só isso e isso é muitíssimo, o que torna importante todas as formas de contestação que possam ser feitas mesmo sabendo-se de antemão que o seu resultado nunca será o cancelamento dos projectos. Agora se se usa a contestação ao traçado da A-32 ou do TGV por interesses gerais ou por interesses particulares deste ou daquele, sabendo-se sempre que se se modificam os traçados deixam de se prejudicar uns para se passar a prejudicar outros, isso já é uma parte muito específica da contestação que cabe aos eventuais manifestantes saber discernir…