Branca: Novo concurso para a A32 não faz desistir a população
A empresa Estradas de Portugal lançou um novo concurso internacional para a sub-concessão das Auto-Estradas do Centro onde se inclui o troço da A32 que irá atravessar a freguesia da Branca, no concelho de Albergaria-a-velha.
O anúncio foi publicado em «Diário da República» esta segunda-feira, cerca de um mês depois do primeiro-ministro ter anunciado a anulação do primeiro concurso tendo por base o parecer da Comissão de Avaliação das Propostas que aconselhava a não adjudicação da obra devido à duplicação do valor da mesma da primeira para a segunda fase do concurso.
A Associação do Ambiente e Património da Branca (AURANCA) que, através da Comissão de Acompanhamento da A32 tem contestado o traçado defendido para a freguesia, afirma que não vai parar a luta contra a decisão das Estradas de Portugal (EP) em manter o mesmo Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o traçado a nascente da vila (Alternativa 5).
Após a anulação do concurso, em Setembro, a associação defendeu a elaboração de um novo EIA e a reavaliação do traçado, reivindicações que não foram atendidas por parte das Estradas de Portugal e são confirmadas agora no anúncio do concurso para a construção da auto-estrada que irá ligar Coimbra a Oliveira de Azeméis.
«O que se previa aconteceu, ou seja, voltámos ao início da nossa luta embora a nossa expectativa era que, com a anulação do primeiro concurso, pudesse existir abertura do Governo e das Estradas de Portugal para ser resolvido o problema», afirma Joaquim Santos da Comissão de Acompanhamento da A32.
«Com o lançamento do novo concurso o que se vê é a posição irredutível do governo em continuar a impôr uma solução que vai destruir o património, a paisagem, o ambiente e criar impactos sócio económicos graves para os habitantes da Branca», adianta.
«Não iremos desistir e vamos continuar a lutar com todos os meios para travar este atentado ambiental contra os 6 500 habitantes de uma freguesia que não quer mais uma auto-estrada a atravessá-la», sublinha Joaquim Santos.«O Governo e as Estradas de Portugal sabem já da enorme capacidade de luta da Branca e estão conscientes do grave erro que ali vão cometer, por isso vamos lutar até onde for preciso porque todos sabem que a razão está do nosso lado», reforça.
A Comissão de Acompanhamento da A32 está a desenvolver novas formas de luta para travar a construção da auto-estrada, estando determinada a esgotar todos os instrumentos disponíveis. «Os partidos que mostraram o seu apoio à nossa luta vão ter que demonstrar isso mesmo a partir de hoje», afirma Joaquim Santos, esclarecendo que, à excepção do PS, todas as formações partidárias se comprometeram com a população da Branca em impedir que a A32 seja construída a nascente.
A Auranca não aceita a adopção do traçado a nascente, defendendo a ligação na zona do Curval (Pinheiro da Bemposta) da Alternativa 5A à solução 1, a poente da freguesia onde existe um espaço canal para essa via, reservado há mais de 12 anos no Plano Director Municipal de Albergaria-a-Velha.
22-10-2009
Fonte: Auranca








Se não houver debate público, para alertar a população, e show-off televisivo, para fazer disto um caso mediático, pouco ou nada poderá ser feito para alterar o traçado… Até agora os mais dinâmicos e “barulhentos” são as associações como a Auranca, ou o BE, que aproveita tudo para malhar no PS, mas é preciso o apoio institucional da autarquia a reinvindicar o mesmo que as pessoas. Como se viu em outros lados, como no caso das maternidades, em Anadia… No fundo, isto é um caso de Oazemeis vs albergaria… nós saímos a perder, para eles ficarem a ganhar… é só ler o EIA
Lembram-se do SAP? A câmara nada fez e ficamos sem o que tinhamos. Com a A32 idem, TGV idem… É preciso agir a partir de cima!
Algumas intervenções fazem-me pensar que a campanha continua com afirmações demagógicas porque a reforma levada a cabo na saúde, com fechos de SAP, foi feita pelo Governo do PS e o lançamento da A32 e do TGV têm a mesma assinatura. Já a aprovação da nova Escola Básica de Albergaria foi feita no Governo de Coligação do PSD-CDS, e o povo em surdina, vai dizendo que o CDS não a queria, e só foi conseguida com muita intervenção política por parte do PSD, e com o apoio do então Ministro dos Assuntos Parlamentares (Dr. Marques Mendes) e que esteve presente na respectiva inauguração (já agora lembro que à época em que foi pensada Angeja pertencia ao Agrupamento de SJL e mais migrou para o Agrupamento de Albergaria e que também está salvaguardado espaço para a construção de mais 1 pavilhão). É necessário contextualizar algumas situações para que não fiquem mensagens que de todo não são as mais correctas.