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Câmara Municipal promove o tradicional concurso de abóboras

Abobora

Mais uma vez, a Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha organiza o tradicional Concurso de Abóboras, aberto a toda a comunidade. Até ao dia 29 de Outubro, os munícipes podem entregar na Biblioteca Municipal ou na Casa Municipal da Juventude o seu trabalho, que deverá ser em 3 dimensões e bastante original. Na verdade, o júri, composto por 3 elementos, designado pelo Presidente da Câmara Municipal, terá em conta, no momento da avaliação, o carácter inovador e diferenciador da proposta, bem como a adequação à festividade de Halloween.

As abóboras deverão ser entregues conjuntamente com um envelope onde conste, no seu interior, um cartão com a identificação completa do concorrente (nome, idade, morada e contacto telefónico). A selecção da melhor abóbora, que receberá um prémio, será efectuada a 30 de Outubro. Todos os concorrentes receberão um certificado de participação.

Entre 30 de Outubro e 6 de Novembro, as abóboras estarão em exposição na Casa Municipal da Juventude, podendo ser apreciadas durante o horário normal de funcionamento dos serviços.

Fonte: Câmara Municipal de Albergaria
14-10-2009

11 comentários

#1jorge14 de Outubro de 2009, 18:32

Não sei se era o CDS que falava da recuperação do carnaval. Nada contra esta iniciativa mas deveriam ser priviligiadas as iniciativas que tenham algo a ver com a cultura local. Quando no texto se refere “3 dimensões” é porque poderão aparecer aboboras feitas em vários materiais. Poderiam ser propostos trabalhos diversos com ligações à n/ terra.

#2O Barão Azeiteiro15 de Outubro de 2009, 0:03

Este é o tipo de iniciativas que me parece não deviam ser promovidas ou incentivadas pela Câmara Municipal ou por outra qualquer entidade pública, na medida em que se trata de uma tradição anglo-saxónica que nada tem a ver com a cultura portuguesa. O Halloween e as diversas variações que a partir dele apareceram nos últimos anos na sociedade portuguesa não têm qualquer fundamentação nas culturas latinas e particularmente nos usos e costumes antigos portugueses e tem vindo a ser objecto de tentativas de implantação em Portugal por iniciativas e razões meramente comerciais. Estar a promover tradições alheias, mais não é do que contribuir para o abastardamento da nossa própria cultura já de si tão maltratada. Tal como o Carnaval, que é uma manifestação que, ao contrário do que muita gente pensa, de português não tem nada. O Carnaval é uma importação cultural que veio fazer morrer o, esse sim, portuguesíssimo Entrudo e é lamentável e profundamente deplorável para aqueles que ainda se preocupam em preservar a cultura portuguesa que sejam entidades e organismos públicos a promover, incentivar e financiar essas manifestações de culturas estrangeiras. Especialmente ainda quando, e não me refiro agora ao caso de Albergaria, são tão parcas quando se trata da nossa própria cultura.

#3Mila Cusca15 de Outubro de 2009, 9:42

Concurso de abóboras, …interessante, mas mesmo assim, acho que o poder autárquico se deveria concentrar em questões fundamentais para o concelho… Quais? .. abóboras, temos muitas! … e se ninguem fizer nada, teremos também muitas auto-estradas!
Ao tomar essa iniciativa (das abóboras), tão válida como qualquer outra, seria melhor repensar o apoio e o incentivo a outras actividades, pois temos mais do que abóboras em Albergaria! … e não me refiro aos dirigentes políticos!!

#4CF16 de Outubro de 2009, 13:13

Albergaria deverá ter iniciativas que a diferenciem e a tornem atractiva. Basta ver o exemplo de Óbidos que, em poucos anos, passou a ser um local em destaque com diversas iniciativas (Natal, Festival do Chocolate, Festa Medieval).

#5CF16 de Outubro de 2009, 13:16

Quanto às áboboras, também considero que a aposta no Halloween poderá não ser a melhor das iniciativas. Vi, no entanto, há alguns anos, um programa na TV Cabo que divulgou uma quinta de abóboras “sui generis” ( http://www.pumpkinfarm.com/ ) que atraía muitos turistas.

#6Armando Ferreira16 de Outubro de 2009, 16:07

Não posso deixar de concordar com o comentário do auto-intitulado “Barão Azeiteiro”. Contudo, é sempre mais fácil ir na onda da moda e dos gostos formatados, do que promover iniciativas que destaquem o que de único podemos ter em termos culturais. Além disso, não nos podemos esquecer da forte pressão consumista que está sempre associada a este tipo de celebrações. Tentar mudar esta realidade tratar-se-á de uma luta eventualmente inglória, mas que deve ser travada, para que se possam despertar consciências para outros valores e outras formas de encarar a nossa cultura e a nossa identidade.

#7José Tavares16 de Outubro de 2009, 18:25

Há várias celebrações / festividades que vão entrando no no dia-a-dia que, quando inofensivas, não adiante ignorar ou querer esconder. O Halloween, ou se quisermos aportuguesá-lo o Dia das Bruxas, está presente no imaginário das nossas crianças e jovens, quer através da leitura quer, principalmente, através da escola e do Inglês. Sinceramente não vejo onde entra a censura!!! Como esta, venham mais actividades que vão ao encontro dos interesses dos jovens e os ocupem de forma saudável, criativa e activa. Parabéns à Casa da Juventude e aos seus dinamizadores. Não vivemos voltados para o Passado, ainda que seja muito importante conhecê-lo e salvaguardá-lo; mas temos que viver o Presente e estar voltados para o Futuro.

#8Maria C.16 de Outubro de 2009, 20:58

Pois, caro José Tavares, mas usando o seu raciocínio, festejar o Halloween também é viver voltado para o passado, porque sendo o Halloween uma tradição antiga, ela evoca, preserva e prolonga o passado… a única diferença é que é um corpo estranho à cultura portuguesa e nesse sentido penso, tal como os comentadores anteriores, que muito mais valia que as nossas entidades publicas se virassem para as nossas raízes, as nossas tradições, os nossos usos e costumes, enfim, para a nossa própria origem e identidade em vez de se virar para aquilo que nos é estranho. E se a questão é o futuro, pois por que não projectar o futuro cultural das nossas novas gerações partindo daquilo que é nosso?!… Claro que o Halloween está nas escolas…mas não devia estar, pelo menos nas nossas para além de um conhecimento residual para quem estuda as culturas anglo-saxónicas. Está, porque como dizia há poucos dias o professor José Hermano Saraiva, há um grande défice cultural na nossa sociedade e particularmente no nosso ensino público. Há uma desprestigiante falta de personalidade por parte de muitos dos nossos agentes culturais na escolha da programação, no ensino e muito para além dele, que levam a que as nossas crianças e os nossos jovens achem que, por exemplo, a nossa etnografia ou o nosso folclore são saloios, são parolos…mas se forem “breakdances”, se forem ritmos mais ou menos simiescos, mas com sotaque “camóne” ou cançonetas inglesas ou americanas com letras mais ou menos inclassificáveis de tão más e tão absurdas, isso já é “new wave”, já é “práfrentex”, isso sim, isso é que é… Mas, cá para nós que ninguém nos lê, já imaginou a juventude inglesa a adoptar o nosso jogo do galo?…Ou os americanos a dançar o nosso tão genuino malhão?…Ou os franceses ou os alemães a fazer uma desfolhada?…Pois claro que não…eles orgulham-se da sua ancestralidade, preservam-na e não a trocam por nenhuma outra. E acham até que não há tradições como as deles…

#9RC23 de Outubro de 2009, 19:49

Pois é!!! É a velha história: se se faz é porque se faz, se não se faz é porque se deveria ter feito, porque não há nada para ocupar e dar asas à imaginação dos nossos jovens e das nossas crianças…
Enfim…
Como ouvi, certo dia, uma Senhora dizer no Cine-Teatro, as iniciativas da Câmara Municipal, que ao contrário do que se diz, não são tão poucas como isso, são ”pérolas deitadas a porcos”.

#10Armando Ferreira23 de Outubro de 2009, 23:38

Neste caso particular não são pérolas, são abóboras, sendo que os ditos porcos até que adorariam o repasto. Quanto às pérolas propriamente ditas, não me parece que esta iniciativa se enquadre na família desse material orgânico produzido pelo molusco a que se dá o nome de ostra. Não se deve é condenar ao ostracismo, não confundir com o molusco, quem acha que haveria outras formas de dar asas à imaginação dos nossos jovens. E não estamos a falar daquela bebida energética de que todos já ouvimos falar, mas sim da aposta em outras temáticas porventura menos fáceis, mas mais ricas do ponto de vista cultural e didáctico.

#11M. Ferreira24 de Outubro de 2009, 14:53

Em relação ao que diz R.C., parece mais evidente é a preocupação de defender uma iniciativa que manifestamente é um corpo estranho à lusitana cultura. Parece evidente é a preocupação em defender a Câmara Municipal num apoio que esta não devia dar, reservando o seu apoio, isso sim, para manifestações que tenham a ver com Portugal e a portugalidade e recusando promoções que apenas revelam deficiências culturais primárias. Não se trata neste caso de pérolas desperdiçadas, trata-se de desperdício de recursos com valores alheios, trata-se de falta de competência na escolha das actividades culturais e/ou lúdicas a apoiar. E não basta fazer para se dizer que se faz, é preciso fazer bem e com competência, especialmente quando os recursos usados são provenientes dos impostos de todos nós.

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