
Foi 6º Senhor da “casa do Agro”, em Albergaria-a-Velha, Abade Crúzio e Cónego Regrante de Santo Agostinho em Santa Cruz de Coimbra. (Os Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, eram eclesiásticos que para além de servirem numa paróquia, pregavam, leccionavam e cuidavam dos enfermos. Usavam roqueta sobre sotaina preta e capa preta de capuz). Escritor bíblico, foi autor da obra “Conclusiones Populi Israelitici” em 1785.
Assistiu alguns anos no Mosteiro da Serra do Pilar, em Gaia, onde foi Bibliotecário, sendo daí mandado paroquiar para São Martinho de Salreu, onde não chegou a tomar posse por este padroado estar contestado aos Crúzios.
De seguida, foi apresentado na Abadia de Gondelhães, em Penafiel, sendo pouco depois transferido para a Abadia de Santo André de Cristelos, em Santo Tirso.
Foi dispensado em 15 de Fevereiro de 1797, pelo núncio de Sua santidade, Dom Bartolomeu de Pacca-Córdova Malaspina, legado de Pio VI, Arcebispo de Damietta. Este Dom Bartolomeu de Pacca, foi nomeado Cardeal por Pio VII em 1801, foi Pro-Secretário de Estado em 1808,e acabou preso em Frénestelles como autor da Bula de excomunhão contra Napoleão I.
Depois de dispensado, D. Patrício recolheu à “Casa do Agro”, para a companhia de seus irmãos Dr. João Patrício e D. Margarida Venância, vindo a falecer em 7 de Dezembro de 1842, sendo sepultado no dia seguinte na Capela-mor da Igreja de Albergaria-a-Velha.
09-10-2010
Texto: Dr. Delfim Bismarck Ferreira





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