Banda Alba nos anos 40/50

Recebemos do nosso estimado leitor Manuel Bernardino a seguinte contribuição via email:
“Consegui através do meu Tio e Padrinho (Manuel Pereira Oliveira), conhecido por Manuel Sapateiro que fez parte da Banda Alba nos seus primórdios, uma foto histórica, que se supõe ser uma das mais antigas senão a mais antiga da Filarmónica Alba conhecida por Banda Alba, que segundo o meu Padrinho será dos anos 40/50.
Envio esta preciosidade na esperança de que seja inserida no portal, anexo os nomes que me foram transcritos pelo meu padrinho, para legendarem a referida foto. Segundo eles já poucos fazen parte do reino dos vivos, mas os familiares irão ficar felizes por verem os seus antepassados nessa foto.
Um abraço amigo do Manuel Bernardino, que envia um Grande Abraço ao seu Padrinho que se encontra agarrado a uma cama na sua residencia em Águeda.”
O nosso agradecimento ao conterrâneo Manuel Bernardino pela sua valiosa contribuição para a nossa secção de História.
Na Foto
1ª fila da esquerda para a direita: Manuel Cartaxo, Manuel Renta, José Alho, Alberto do Porto, Maestro Francisco Marques Neto, Jaime Carvalho, Elmano Rouxinol, Manuel Caixeiro, Octávio Castro.
2ª fila da esquerda para a direita: Chico Viúvo, Manuel Lua, António Russo, Justino Castro, José Arede, Mário (Porto)?, Jaquetas (Adjunto do contínuo), Irmão do Alfredo Caldeirão, Jaime Garrafa.
3ª fila da esquerda para a direita: Matos, Alfredo Caldeirão, Paulo de Assilhó, Pereira, S.J.Loure???, António Moleiro (contínuo), Eduardo Fadolas.
4ª fila da esquerda para a direita: Manuel Policia, Arménio de S.João de Loure, Hildebrando Lopes, Manuel Sapateiro, Rone, Joaquim Soares, Júlio Graeiro, Zeferino Sousa Nunes, José Correia de S.J.Loure, Delibrando da Serra.
Faltam na foto pelo menos: Paquete, Amílcar Alho, Beirão, Manuel da Vinha, Filho do Pereira, João Reis, Chico Sacristão, etc…..
Nota: Poderá existir algumas informações imprecisas, pois a memória já falta, pelo que deverá tentar conseguir mais informação doutras pessoas ainda vivas ou familiares. Informação de Manuel Sapateiro em 24-12-2009.
Filarmónica Albergariense e Banda Alba
A denominada Philarmonica Albergariense terá existido desde 1860, embora só tenha sido criada oficialmente por escritura de 10 de Março de 1878.
Entretanto surgiu a Banda dos Bombeiros Voluntários de Albergaria-a-Velha em 1932, a qual foi extinta em 1937 e transformada em Banda de Albergaria (e Banda da Amizade Albergariense em 1938) que, embora já não estando relacionada com a Associação de Bombeiros, utilizava ainda o seu instrumental.
Em 29 de Setembro de 1938, passa a chamar-se Banda de Música de Albergaria-a-Velha, sendo então já completamente dependente das Fábricas Alba, passando rapidamente a denominar-se Banda das Fábricas Metalúrgicas Alba, mais conhecida por “Banda Alba”, que se estreou na noite de 22 de Abril de 1939.
Com a pujança que esta banda foi adquirindo, devido ao forte apoio das Fábricas Alba, a Philarmónica Albergariense ainda resistiu aproximadamente uma década, sendo posteriormente “absorvida” pela Banda Alba.
Também a Banda Alba acabaria por se extinguir na década de 60, criando uma lacuna na educação musical e cultural na sede de Concelho.
03-02-2010
Fontes: Manuel Bernardino / Adaptado de Delfim Bismarck Ferreira, Jornal de Albergaria (11.09.2001)








São fotografias como esta que ajudam a estimular e a preservar a identidade e a memória de um povo e um povo sem identidade e sem memória é um povo em desagregação acelerada. Junto aqui a minha voz à de alguém que muito recentemente se indignava neste mesmo espaço por ver apoios e recursos encaminhados para a divulgação de estrangeirismos como o Hallowin ou os carnavais abrasileirados que nada têm a ver connosco e com a nossa cultura, quando temos no nosso passado, nos nossos costumes e nas tradições das nossas terras tanto onde aplicar esforços e apoios. Está aqui um exemplo nesta fotografia. Esteve também recentemente outro exemplo na exposição da Albergaria antiga. Que outros se sigam, amplamente divulgados com os recursos que devem apoiar a nossa cultura em vez dos dias das bruxas anglo-saxónicas…
Boa noite, será que alguém me sabe dizer se ainda existe o arquivo musical desta Banda.
Caro Mário Augusto,
Creio que li algures ou ouvi em algum lado que teriam sido doados ao Arquivo Municipal… não tenho a certeza, é uma questão de passar por lá e perguntar.
Cumprimentos,
Pedro Cruz – Portal de Albergaria
No dia da inauguração do Arquivo Municipal, a autarquia assinou protocolos com os detentores da antiga Fábrica Alba e da antiga Companhia de Celulose do Caima com vista à entrega de documentação importante para o fundo local do concelho. A primeira entregou à autarquia as pautas da extinta Banda Alba e a segunda os arquivos que são marca documental do funcionamento da fábrica.
Obrigado Pedro Cruz e JT, prometo que vou passar pelo Arquivo Municipal.
Atenciosamente
Mário Augusto
Boa noite, em primeiro lugar, gostaria de dar conhecimento ao Pedro Cruz e ao JT, que já tenho em meu poder as pautas da “Marcha Alba”, que em tempos foi considerado o Hina da Banda, pautas essas que me foram enviadas via email pelo Dr. Helder Silva do Arquivo Municipal, a quem eu mais uma vez agradeço. Agora vem outro pedido. Conhecem alguém que tenha feito parte desta banda? Como posso ter os contactos? Eu sou de S. João de Loure, mas vivo em Agualva desde 1990. Acabei no ano passado uma Licenciatura, em que o trabalho final consistiu numa recolha dos Hinos das Filarmónicas do Concelho de Sintra, trabalho este que gostaria de alargar ao meu Concelho, Albergaria a Velha.
Atenciosamente
Mário Correia
Conforme o texto do Manuel Bernardino, pelo menos um daqueles músicos ainda é vivo, o seu padrinho. Sendo o Manuel Bernardino Terceiro pessoa bastante conhecida na vila, creio não estar a cometer um abuso informando o Mário Augusto de que pode contactá-lo ao cuidado da Associação dos Bombeiros Voluntários de Albergaria a Velha onde exerce funções administrativas.
Por acaso o Mário Correia teve algumação ligação á revista “Mundo da Canção” ?
3 curiosidades (que provavelmente já saberá): O Major Silveiro Marques Pereira (grande dinamizador de ínumeras bandas filarmónicas e colaborador extraordinário do Dicionário de Música de Tomás Borba e Fernando Lopes Graça) era natural de Valmaior; O sr. António Vinhas falou com a D. Mimi sobre o Hino de Albergaria; Francisco da Silva Matos (natural de Ova) compôs em 1904 a marcha militar “O Albergariense”
http://blogdealbergaria.blogspot.com/search/label/M%C3%BAsica
Obrigado AN. Não tenho conhecimento da revista “Mundo da Canção”.
Tive o prazer de conhecer o Major Silvério Campos e toquei sob a sua direcção (sou músico militar na Banda da Armada). Numa das próximas idas a S. João de Loure vou tentar contactar a D. Mimi e o Sr Manuel Bernardino. Mais uma vez, Obrigado
Se não me engano a D. Mimi já faleceu. O Sr. António Vinhas será uma boa opção. Aconselhava-o a fazer um primeiro contacto por telefone ou mail para “desbravar” caminho. Até poderão indicar outras pessoas a contactar.
O Sr. António Vinhas foi – até recentemente – presidente do Grupo Folclórico e Etnográfico de Albergaria-a-Velha
googlando ,… O maestro Francisco Marques Neto (na foto ao centro na 1ª fila) foi 1º Sargento Músico do RI7 e foi regente da Banda de Cortes (Leiria).