Na manhã de 30 de Janeiro, a Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha atribuiu 10 bolsas de estudo a estudantes do ensino superior com dificuldades financeiras. A bolsa, a ser atribuída durante 10 meses, tem o valor mensal de 135 euros (30% do Salário Mínimo Nacional) e pretende ser uma ajuda para o pagamento das inúmeras despesas que os alunos têm de comportar para tirar o seu curso.

Para o Presidente da Câmara Municipal, João Agostinho Pereira, a atribuição das bolsas de estudo “é um serviço que devemos prestar aos nossos jovens, para não fiquem impossibilitados de estudar no ensino superior.” Cada um dos bolseiros, para além do direito de receber a prestação mensal, tem um dever muito especial: o de prestar quinze dias de serviço comunitário nos vários serviços da Câmara Municipal. Para o autarca Albergariense, esta é “uma forma dos jovens conhecerem a organização e sentirem, pela primeira vez, a dinâmica do mundo de trabalho”.
Os dez bolseiros do ano lectivo 2009/ 2010 são os seguintes: Catarina Isabel Lopes Martins (3º ano, Solicitadoria), Telma Meireles dos Santos (3º ano, Enfermagem), Ana Rita Faria dos Santos (2º ano, Anatomia Patológica), Sara Carolina da Silva Fonseca (1º ano, Engenharia do Ambiente), Alexandra Marlene Fonseca Silva (3º ano, Economia), Tânia Isabel Silva Ângera (3º ano, Antropologia), Alberto Manuel Camões Araújo (3º ano, Engenharia Civil), Lígia Pinto Ribeiro (3º ano, Psicologia), Ana Catarina Almeida Dias Correia (1º ano, Ciências da Comunicação), Cláudia Sofia Ferreira Alves dos Santos (1º ano, Engenharia Geológica).
03-02-2010
Fonte: Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha





4 comentários
#1A.A.3 de Fevereiro de 2010, 23:56
A Câmara que abra os olhos, há aí um caso que se ela é carenciada económica então 90% de Albergaria também é e para ela estar a receber se calhar alguém que precisava mesmo ficou a chupar no dedo.
#2JT4 de Fevereiro de 2010, 13:38
Hoje em dia quase 90 % do país é carenciada (sobretudo porque a “vida está cara” e temos, como agravante uma cultura de despesismo). Ainda recentemente foi efectuado um estudo na Universidade do Minho que constatou que as despesas mensais por aluno eram muito elevadas. E esse estudo não incluia despesas supérfluas como saídas à noite. Mas basta ir à Universidade de Aveiro para verificar o parque automóvel (que não serão apenas dos docentes).
#3pOpTrOlHa25 de Janeiro de 2011, 11:55
Tem alguma razão na sua afirmação .
Se calhar aqueles que vão de carro são alguns dos que recebem bolsas por serem declarados pobres pelas autarquias enquanto alguns dos que andam a pé e que são mais pobres não têm esse tipo de regalias. Enfim é o país que vivemos. (Basta ver aqueles que não pagam impostos, que sabemos que são ricos, recebem subsidios de todos e mais alguns lados enquanto o trabalhador por conta de outrém recebe ordenados de miséria até lhes é cortado o abono de família).
Enfim …. É tudo uma questão de hábito .
#4Bastos25 de Janeiro de 2011, 19:26
O PopTrolha tocou no ponto, há gente rica e com muitos rendimentos de emigrante ou donos de empresas e propriedades que declara os mínimos nos rendimentos no IRS e os filhos recebem bolsas enquanto os que trabalham por conta doutros têm de entregar as declarações do que ganham, às vezes ordenados muito modestos que só dão para viver à justa, não têm mais rendimentos e não têm direito a bolsas. Lá está, os meninos pobres que recebem bolsas dão boleia de automóvel aos meninos ricos que andam a pé. O caso que A.A. aponta se calhar é algum caso assim, as coisas não podem ser feitas à pressa, a câmara tem obrigação de averiguar bem para não cometer injustiças.
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