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Pescadores de lampreia da região sentem crise

lampreia

Há três anos chegou a ser vendida a 60 euros a unidade, agora não atinge os 30.

A crise também chegou à lampreia, em termos de preço pago ao pescador. Há três anos o ciclóstomo chegou a ser paga ao pescador a 60 euros e hoje não atinge os 30 euros. O quadro é identico no rio Vouga ou na ria de Aveiro.

“Já as vendi a 35 euros, mas agora estão a 27,5 euros e há três anos estava a vendê-las a 60″ desabafou Carlos Abreu, pescador, ao JN. Ao principio de todas as noites deita as redes no rio Vouga, para os lados de Angeja, que são retiradas ao outro dia de manhã. “Isto vale um bocadito, mas se tivesse de viver disto nestes quatro meses…”, desabafa. Nas redes todos os dias ficam entre três a quatro lampreias, que depois são vendidas a apreciadores de Viseu, Águeda, Sever do Vouga ou Aveiro. Particulares ou restaurantes.

Férias nas obras para pescar

Pedreiro de profissão, a pesca é agora a actividade principal. Carlos Abreu é um dos 12 pescadores de lampreia licenciados para a pesca no rio Vouga, entre Sever do Vouga e a foz do rio. “Faço uns biscates, mas a pesca nesta altura é a minha principal actividade “, afirma.

Apanhadas no rio Vouga, as lampreias são depois colocadas em dois dos tanques que possui e mais tarde entregues aos compradores. No ano passado chegou a pescar, juntamente com um colega, António Martins, de S. João de Loure, Albergaria-a-Velha, parceiro na actividade da pesca, cerca de 600 lampreias. Para além da licença de pesca e das redes, tem ainda que pagar o IRS. “Estou colectado”, lembra. “Para estes primeiros dias a pesca tem sido idêntica ao ano passado”, afirma.

Também Manuel Marques, de 53 anos, da Murtosa, que pesca a lampreia na ria de Aveiro, se queixa da crise. “Isto está um bocado fraco, comecei no dia 15 e só apanhei 13 lampreias”, confessou ao JN. Manuel, que tem a sua actividade centrada na Ribeira de Pardelhas, Murtosa, vende as lampreias a 25 euros. “O ano passado por esta altura estava a vendê-las a 35 e 40 euros, por aí já pode ver como isto está”.

18-02-2010
Fonte: Jornal de Notícias

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