Alquerubim: Homicída alega ter sido ameaçado pela vítima

alquerubimO homicida confesso de um homem de 50 anos, no Verão passado em Alquerubim, alegou, no inicio do julgamento, que recebera ameaças, em várias ocasiões, da vítima, que era seu vizinho, embora sem manter relacionamento pessoal.

Jorge Pinheiro, 38 anos, divorciado, operador de manutenção de máquinas, actualmente em prisão preventiva, atribuiu os supostos actos intimidatórios, que terão passado, inclusivamente, por disparos de caçadeira contra o seu viatura no mês de Março anterior ao assassínio, a ciúmes do falecido.

“Imaginava que eu andava com a ex-mulher, mas nunca teve conversas comigo sobre isso. É um disparate”, afirmou o arguido no Tribunal de Albergaria-A-Velha onde responde por homicidio qualificado e posse ilegal de arma de fogo.

O crime ocorreu na madrugada de 9 de Agosto passado, junto ao Correios Bar, situado na freguesia de Alquerubim.

Segundo a acusação, o presumível homicida aproximou-se na sua viatura ligeira do BMW onde estava a vítima, operário de construção civil, acompanhado de uma mulher, descarregou quatro balas da câmara, três das quais terão acetado no crânio do arguido a uma distância de 30 centímetros, e pôs-se em fuga.

“Caí na asneira de puxar da arma, depois chorei e saí dali”, recordou Jorge Pinheiro, atribuindo o impulso violento a ameaças ouvidas da parte da vítima, poucas horas antes do crime. “É hoje que acabo com a tua raça”, terá sido uma das provocações do falecido na versão do arguido, que negou a tese da PJ, segundo a qual os disparos foram efectuados ‘à queima roupa’.

Carlos Alberto Oliveira Melo não resistiu aos ferimentos, apesar de ainda ter sido levado com vida para o hospital de Aveiro. Já a acompanhante, namorada da vítima, saiu ilesa.

O autor do crime acabou por se entregar na PJ de Aveiro, a quem confessou a autoria dos disparos mortais e ter feito desaparecer a pistola, que usava nas saídas à noite desde Março, no Rio Tejo.

12-03-2010
Fonte: Notícias de Aveiro

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7 Comentários

  1. Ribeiro diz:

    Tudo isto por causa de um rabo de saia. A vitima conhecido por Beto Tamanqueiro, deixou 2 filhos menores, o homicidia já devia ter tudo mais que planeado para matar a queimar roupa. Merece a pena Maxima, mas mesmo assim não vai trazer a vida a CARLOS ALBERTO DE OLIVEIRA MELO. Que a justiça seja feita

  2. Araujo diz:

    Concordo consigo Sr. Ribeiro, visto que o homicidia confessou em Tribunal, que andava com a Arma desde de Março. O que quer dizer já estava tudo mais que planeado. E mais como pode o homicidia dizer que não tem confiança com a ex- mulher da vitima? No dia 11/08 saiu no jornal onde a dona dos correios bar dizia: ” Ele sempre defendeu a Fatima”. Lamento do Advogado da acusação não poder defender o caso dos filhos da vitima, mas espero k a familia da vitima não fique de braços cruzados, já que os menores estão entregues a eles e que exigem pela justiça.

  3. Assinante diz:

    Seja como for, mas o homicidia não tem perdão, não se faz isso a ninguem, nem a um animal, quanto mais a um ser humano. Devia levar a pena maxima, mas mesmo assim não vale de nada, porque não traz a vitima com vida. Imaginei como estar aqueles menores da vitima, que nunca mais vão estar com o pai?? pelo que se leu no jornais, a mãe já tinha perdido os filhos para o pai, e agora estão com a familia da vitima. Neste caso se tivemos justiça neste pais o Tribunal de Menores tirava-os de vez a mãe, uma vez que é causadora disto tudo, e não vale a pena o homicidia negar que não tinha confiança com a Fatima, porque esta nos jornais como a Dona dos correios bar disse: ” Ele sempre defendeu a Fatima”. Que mais provas querem? Mas ao que li, o juiz esta do lado da familia da vitima, e assim que faça-se a justiça.

  4. Maria C. diz:

    Mesmo que seja condenado, quando chegar a meio da pena é posto em liberdade condicional e vem gozar a vida e quem morreu não sai do cemitério. É a justiça que temos em Portugal, protecção aos criminosos e abandono das vítimas. Uma vergonha que o 25 de Abril trouxe e os últimos governos agravaram.

  5. Assinante diz:

    Concordo consigo Maria C., o homicidia devia levar o mesmo fim que fez a vitima, isso sim era uma condenação justa para a familia da vitima. Mas no país que estamos não irá acontecer. Só espero que a familia da vitima, tenha muita força e coragem e que criem esses dois menores que não tem culpa nenhuma, que fiquem com eles e os tirem dessa mãe que não vale de nada. Ao que se leu nos jornais ela já tinha perdidos os filhos para o pai dos menores. Que mãe abandona os filhos??? Para andar a vontade? Para não ter responsabilidades? Para isso antes de os ter tinha pensado, porque enfilzmente eles ficaram sem pai, e por mais justiça que se faça nunca mais poderam ter o gosto de estar com o PAI.
    Mas mesmo assim espero eu que a justiça lhe dê PENA MAXIMA.

  6. Anónimo diz:

    Ele nem se quer queria saber dos filhos, ele ameaçava constantemente o senhor Jorge Armando Rodrigues Pinheiro. E aqui há muita mentira, porque Carlos Alberto nem se quer era empresário da construçao civil, ele apenas trabalhava nas obras assim como quem o faz, era trolha. E já agora Jorge Armando Rodrigues Pinheiro sempre foi e sempre será uma boa pessoa , apenas cometeu aquele homicida porque estava, com receio depois de tantas ameaças e tantos desturbius causado por Carlos Alberto, que ele lhe pudesse fazer alguma coisa.e já agora aquilo não foi planeado, apenas foi uma coisa repentina.

  7. Anónimo diz:

    É muito fácil, falar por falar e do que não se sabe, condenar mais fácil é. Tomar uma atitude á mais dificil, enquantos as pessoas precisam de ajuda derivado a estarem com perturbaçoes, deixa-se fazer tudo e ainda se riem, em vez de, tomarem uma atitude e ajudar. Depois que é levado qualquer uma pessoa á loucura, condena-se e é o maior criminoso . Agora pergunto! Depois de tantas torturas psiológicas, destruiçao de um carro, ofensas de várias espécies, Tudo fica parado e sereno? Costumamos dizer nada justifica uma morte, é certo, mas é tudo falado á distância, e se fosse consigo? e além disso tudo foi tratado com a justiça até a um certo ponto, até não aguntar mais, ninguém é de ferro. E já agora nunca diga: ” Desta água nunca beberei”. Lembrem-se que há sempre duas partes em sofrimento se é que há assim tanto sufrimento por parte da vitima, pois nada fizeram para poupar o agressor. É muito fácil pedir anos de pena e se fosse com um familiar seu ou consigo?

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