
As obras de beneficiação da linha do Vale do Vouga vão levar ao encerramento de algumas passagens de nível. Tanto o presidente da Junta de Freguesia da Branca, como a Câmara Municipal estão do lado das populações, que mostram-se desagradadas, entendendo que nada poderá ser feito “sem a sua auscultação”, conforme referiu Fernando Soares Ferreira, autarca local.
A Refer, responsável pelas infra-estruturas, tem substituído as solipas de madeira em algumas zonas, mas também alguns carris e no que respeita à estação da Branca, no extremo norte da localidade, nem um cais minimamente digno, nem um prego na referida estação que se encontra quase em ruínas.
Um verdadeiro ex-líbris
A Auranca, em devido tempo, fez chegar às entidades competentes uma missiva onde manifestava preocupação pelo estado avançado de degradação desta infra-estrutura ferroviária centenária, um verdadeiro ex-líbris em termos patrimoniais e arquitectónicos, a única neste estado no troço Sernada – Espinho.
Na passada sexta-feira, o Litoral Centro tentou contactar alguém ligado aos trabalhos desta via mas sem êxito. Na semana anterior, um funcionário não identificado da Refer, junto a uma passagem de nível, afirmou que as obras de maior relevo estavam a ser executadas no troço São João da Madeira – Espinho e nada mais adiantando, remeteu para as equipas que têm os seus contentores junto da estação de Albergaria.
Pelo menos por agora já “enfeitaram” a via-férrea com sinalização “por tudo quanto é sítio”. Mas isso por si só é insuficiente. Enquanto não fizerem circular mais composições no troço com horários ajustados aos reais interesses e necessidades das populações.
Dinamizar a via
É preciso dinamizar a via para a poder rentabilizar, reduzindo o tempo de viagem entre Sernada e Espinho, podendo constituir uma boa alternativa ao troço Estarreja – Espinho, na linha do Norte, com ligação ao Porto, evitando desta maneira as deslocações destas populações para estações da linha do Norte.
Aproveitamento para turismo
No Verão, este troço poderia ser aproveitado para turismo, como já foi feito com grupos de cinquenta pessoas e mais ainda, em viagens entre Espinho e Sernada, com almoço nesta localidade em restaurante ambulante, junto ao rio, seguindo depois de autocarro para uma visita guiada para o museu ferroviário de Macinhata do Vouga, em Águeda, retomando o autocarro em direcção a Aveiro.
Ora esta viagem, se tivesse ligações ferroviárias, poderia ter seguido até Aveiro. Mas não havendo composições que façam as ligações, há a necessidade de utilizar transporte alternativo.
01-03-2010
Fonte: Litoral Centro





1 comentário
#1Gonçalo19 de Abril de 2011, 19:44
Grande trabalho que a Auranca está a fazer.
Realmente a linha do Vouguinha tem de ser dinamizada e revitalizada.
Falta de informação do trajecto, horários e paragens não potencia o turismo tanto desejado.
Auranca por uma vila sem “brancas” nos cérebros do Governo e(ou) empresas públicas inerentes continuem o vosso trabalho!
Escreva o seu comentário