Mau tempo provocou estragos um pouco por todo o concelho
Rajadas de vento forte provocaram a queda de árvores um pouco por todo o concelho de Albergaria-a-Velha, acabando por impedir a circulação de viaturas em várias localidades e estradas municipais.
Os efeitos e a violência do temporal que ocorreu sobretudo nos passados dias 26 e 27 de Fevereiro, último fim-de-semana, fizeram-se sentir um pouco por toda a parte do concelho de Albergaria-a-Velha, nomeadamente o vento, que soprou com rajadas muito fortes, provocando a queda de árvores em vários locais e nas vias municipais.
Assim, na freguesia da Branca, mais concretamente na Rua da Choupiqueira, caiu um pinheiro, não muito grosso. Mas mesmo ao lado caiu um eucalipto de grande porte, cortando a via e danificando uma vedação da firma J. Nadais. Na rua que segue de Albergaria-a-Nova para Fradelos também caiu uma árvore dentro de uma habitação, que se estendeu pela via.
Queda de pinheiro corta furgão
Também caiu na mesma zona um pinheiro que cortou um furgão a meio. A sorte foi não se encontrar ninguém no interior da viatura, no momento da derrocada, acabando por evitar-se o pior.
Na viagem que o Litoral Centro fez um pouco por todo o concelho, através das vias nacionais e municipais, foi possível deparar-se com situações análogas em muitos lados, com a queda de ramos de árvores de grande e pequeno porte nas estradas.
De salientar também a subida dos caudais de rios, ribeiros e regatos, com destaque para o Vouga, nas freguesias ribeirinhas do sul do concelho – São João de Loure, Frossos e Angeja – onde ao final da tarde de sábado, dia 27, o rio se espraiava pelos campos das suas margens, em alguns casos não muito longe das habitações.
Não se registam incidentes
Apesar de tudo isto não há a registar qualquer acidente pessoal, a não ser alguns pequenos sustos. Consta-se também que alguns telhados voaram com o vento, embora estas informações não estejam confirmadas. Foi um temporal digno de registo, que felizmente acabaria por causar apenas danos materiais. A população de todo o concelho viveu momentos de aflição.
04-03-2010
Fonte: Litoral Centro








Foi um pequeno teste ao funcionamento da Protecção Civil que, pela amostra, está a precisar de treinar muito mais.
RC..meu caro… O que é a Protecção Civil? Serão uns senhores com uns fatos cores de laranja e uns efeitos reluzentes que andam a passear de jeep ou de carro?
Parece que a Protecção Civil existe mesmo, pelo menos no papel. Vemos uns senhores de vez em quando a falar nas televisões, vemos uns jipes decorados a passar no dia a dia, especialmente quando não há nenhuma anormalidade, espera-se que também esteja quando surge a catástrofe.
Não sei se a definição de desastre está bem definida, se a coordenação do socorro é a mais correcta, se os meios são os suficientes.
Sei é que, no passado sábado, passei na A25 no sentido nascente/ poente cerca das 15 horas e vi, depois da A1 e num espaço de algumas centenas de metros, várias árvores e um poste de iluminação caídos sobre a faixa da direita no lado ascendente e os automóveis a fazer travagens bruscas e desvios arriscados para se desviarem das árvores. Socorro não havia e sabemos todos que tem de existir um tempo mínimo entre o acidente e o socorro, mas cerca de UMA HORA depois, no regresso a Albergaria, apanhei as filas de automóveis na baixa de Angela e NEM UM SIMPLES SINAL DE AVISO de faixa ocupada numa via rápida, nada. No local de maior concentração de árvores derrubadas, tudo o que havia em matéria de socorro era um carro dos bombeiros imobilizado, um bombeiro de motoserra a cortar e outro ao lado à espera dos cortes para arrumar para a beira. Poucos metros antes, as duas filas de trânsito convergiam numa única. Nem um sinal luminoso de perigo, nem um elemento a auxiliar o trânsito. Os automobilistas entregues a si próprios. Nos duzentos ou trezentos metros mais à frente, uma a uma, havia mais alguma árvores tombadas para a faixa de rodagem SEM QUALQUER SINALIZAÇÃO, uma delas com a agravante de ser na curva que antecede a saída para a A1.
Parece-me que a descrição da ocorrência responde às dúvidas do segundo parágrafo deste comentário e legitima desde já a necessidade de, a quem isso competir, analisar detalhadamente a actuação da Protecção Civil em situações de emergência. Com a finalidade de corrigir o que estiver a funcionar mal. Até porque a situação podia ter sido bem mais séria: basta imaginar que a queda das árvores, em vez de ter sido de dia, tivesse sido de noite…
Se um dia acontecer aqui uma calamidade a sério é que vamos ver que a protecção civil pelo menos aqui é só conversa e tacho e não serve para nada a não ser gastar dinheiro, o socorro como sempre os bombeiros é que o fazem e nunca precisaram de protecção civil para nada.