Tratamento de resíduos em destaque na Semana do Ambiente
De 21 a 26 de Março, a Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha assinala a Semana do Ambiente com a Exposição Itinerante “Resíduos em Movimento – Uma Viagem Virtual”. Concebida pela EGF e as empresas participadas gestoras dos Sistemas Multimunicipais de Tratamento e Valorização de RSU, esta mostra pretende sensibilizar a população para a problemática dos resíduos e para a importância da reciclagem no contexto da utilização racional dos recursos naturais.
Nesta exposição, o visitante pode participar em diversas actividades lúdicas e didácticas, bem como obter informação sobre o funcionamento do sistema de tratamento e valorização de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) da sua área de residência. É possível, ainda, conhecer os vários processos de tratamento (incineração, tratamento mecânico e biológico e compostagem) e o percurso dos resíduos, desde os ecopontos até cada uma das unidades de triagem e tratamento. O impacto ambiental de cada resíduo também é focado.
A Exposição Itinerante “Resíduos em Movimento – Uma Viagem Virtual” vai estar patente na Alameda 5 de Outubro e é de entrada gratuita!
17-03-2010
Fonte: Câmara Municipal de Albergaria








Por acaso não deixa de ser irónico que a Câmara de Albergaria que nunca fez rigorosamente nada em termos da tal sensibilização da população para a problemática dos resíduos venha agora assinalar a Semana do Ambiente com essa exposição. Ou será que é por aqui que vão agora começar?
A Câmara tem feito e muito pelo ambiente, o concelho tem uma boa cobertura de eco-pontos para recolher materiais para a reciclagem e a população tem é de fazer a sua obrigação e separar os resíduos em vez de atirar o lixo para qualquer canto como muitos fazem.
Pois, a população tem de fazer o que é “a sua obrigação e separar os resíduos em vez de atirar o lixo para qualquer canto como muitos fazem” mas esquecem-se do facto de que mensalmente, na conta da água, é adicionada uma taxa de 2,50€ (a chamada taxa do lixo) coisa que até há relativamente pouco tempo não acontecia no nosso Concelho…
Sou inteiramente a favor da reciclagem e da preservação do ambiente, mas a partir do momento em que me cobram uma taxa sinto-me no direito de não a fazer e enviar tudo para o mesmo sítio. Já que pago uma taxa, então façam a triagem nos centros que dão emprego a muito boa gente!
A ver vamos!!!
Embora a contra-gosto, faço exactamente o mesmo que Carlos Trindade, porque também penso que é inadmissível e absurdo que os Serviço Municipalizados cobrem uma taxa mensal específica para a recolha e tratamento dos resíduos e simultâneamente seja eu a fazer graciosamente o trabalho de selecção e encaminhamento dos mesmos resíduos. Enquanto existir tal taxa, os ecopontos para mim são o contentor do lixo, vai tudo para lá e a receita da taxa dos resíduos que sirva realmente e ao menos para pagar a quem faz o trabalho. Ou então não se faz e os aterros continuarão a crescer cada vez mais. É uma pena, mas eu, de borla, não!
Caros conterrâneos, a pensar assim, cada vez pagaremos mais… a taxa que pargamos mensalmente não foi uma ideia desta câmara mas uma necessidade, por um lado, imposição legal por outro. O lixo que recilamos, para além de ter menos custos de tratamento, torna-se num benefício ambiente que não se pode/deve contabilizar por si só. O lixo que não é reciclado tem um elevado custo de recolha e, sobretudo, de depósito, pois a câmara tem que pagar, bem paga, cada tonelada que deixa no aterro em Aveiro. Quanto menos reciclarmos, mais pagamos, de todas as formas, inevitável…
A Câmara só tinha de começar por sensibilizar os habitantes para o imperativo moral e a necessidade de todos os munícipes encaminharem os resíduos devidamente triados para os ecopontos respectivos. Em vez disso, optou por desprezar esse esforço de informação e sensibilização, preferiu a lei do menor esforço e escolheu optar pelo lançamento da tal taxa de resíduos que na realidade se chama “tarifa de disponibilidade de saneamento” e que custa aos particulares 3 euros por mês. Como se eles já não pagassem impostos suficientes ao estado, como se os orçamentos camarários não fossem alimentados pelo orçamento geral do estado e como se o saneamento público não fosse uma componente básica das atribuições camarárias…Já não falando das receitas próprias dos serviços camarários, algumas das quais têm tido nos últimos anos aumentos escandalosos…Ao contrário de muitos outros municípios, e cada vez são mais, que desenvolvem campanhas de esclarecimento e promoção da reciclagem junto dos seus habitantes, quer no campo ambiental como no da rentabilidade económica, a Câmara de Albergaria sobrecarrega ainda mais a factura aos seus munícipes e escamoteia ao seu conhecimento o facto de receber avultadas contrapartidas financeiras da Sociedade Ponto Verde por cada quilo de resíduos colocados nos ecopontos e que à Câmara não custam um cêntimo!…Ou seja, tal como por outras palavras já assinalaram comentadores anteriores, o munícipe albergariense “bem comportado”, ao encaminhar os resíduos para os ecopontos, trabalha de graça para o orçamento camarário e ainda paga por cima a tal tarifa de disponibilidade…Óptimo, na perspectiva camarária…abuso de posição dominante e atestado de imbecilidade passado aos cidadãos, penso eu…
Pois, Sr José Tavares, diz e muito bem que o lixo que reciclamos tem menos custos de tratamento…até nem tem nenhuns para a câmara, bem pelo contrário, nem é ela que os recolhe, pelos vistos só tem receita, mas com o cenário actual, também prefiro ser ecológicamente incorrecto. Tenho emprego noutro lado, a câmara não me presta serviços de borla nem eu trabalho de borla para a câmara e há muita falta de postos de trabalho. Com o dinheiro da tal taxa do lixo que nós pagamos e mais o do Ponto Verde, criem os empregos e paguem a quem separe. É isso que fará uma administração da câmara que queira reduzir os custos do lixo geral no aterro. Ou então, se isso não é possível por terem a recolha contratada, no dia em que acabarem com a taxa do lixo contem comigo, passo a separar tudo, a meter no ecoponto e até a fazer propaganda da separação e da reciclagem. E digo-lhe mais uma coisa, está enganado quanto à tal imposição legal de que fala. Não há imposição legal coisa nenhuma, há é uma disposição aprovada em assembleia municipal, meramente concelhia e que cessa no dia em que o executivo o entenda.
Não conheço ninguém que concorde com essa tal taxa de lixo que é mais um imposto sobre a população, tal como a taxa do contador da água, o governo mandou acabar com ela e as camaras mudaram o nome e continuam a cobrar sem qualquer problema, o povo paga e não bufa.