
O arguido, na altura dos factos com 16 anos, estava acusado de dois crimes de incêndio que destruiram, ao todo, quatro autocarros, causando prejuízos avultados à transportadora proprietária.
No entanto, durante as audiências do julgamento realizado no tribunal de de Albergaria-A-Velha ficou provado apenas a autoria do primeiro fogo, a 26 de Agosto, o que, de resto, o jovem confessou.
P. Melo reafirmou nas alegações finais não ter agido sozinho, mas as investigações policiais, apesar de algumas pistas, não conseguiram provar o envolvimento de cúmplices.
O acto terá ocorrido num quadro de exibicionismo (foi filmado no telemóvel) e afirmação perante o grupo de jovens em que se inseria na altura, período em que tinha abandonado a escola.
Os quatro autocarros de 50 lugares cada, propriedade do grupo Transdev, arderam por completo em duas noites, a 27 (1) e 28 de Agosto (3).
O Procurador do MP defendeu, nas alegações finais, uma moldura penal “que faça sentir as consequências do grave erro cometido e não o volte a cometer”.
O arguido, que não tinha antecedentes criminais, foi detido em Janeiro de 2009 pela PJ de Aveiro tendo sido indiciado por dois incêndios em fins de Agosto do ano anterior que destruíram quatro autocarros de passageiros, causando cerca de 100.000 euros de prejuízos.
Para a defesa, o valor da indemnização cível pedida, na ordem dos 50.000 euros, além “excessíva, será difícil de concretizar tendo em conta as condições financeiras” do jovem, actualmente à procura de emprego, e da família.
14-04-2010
Texto / Foto: Notícias de Aveiro





4 comentários
#1Barros15 de Abril de 2010, 10:03
Espero sinceramente que a pena aplicada seja pesada, sendo que, o jovem indicado, apesar de não ter antecedentes criminais, é já conhecido por ser agressivo e causador de imensos problemas. As condições financeiras e familiares do jovem, não podem ser desculpa para actos criminosos e de puro vandalismo, ainda por cima só para se exibir. Que a justiça não seja branda de uma vez por todas, não só neste caso, mas em casos semelhantes e até piores.
#2Daniel Fernandes15 de Abril de 2010, 18:33
Este jovem já tem outros antecedentes. Vejam este vídeo onde tudo foi feito apenas com o propósito de ser violento:
http://www.youtube.com/watch?v=avGP84Hp9Uo
Penso que jovens deste tipo devem pagar pelo que fazem, a fim de ainda se virem a tornar pessoas melhor.
#3RAUL SILVA20 de Abril de 2010, 18:39
QUE PENA EU NAO TER PASSADO NA RUA NA ALTURA das filmagens deste video com o rambo a encenar desta forma tenho a certeza que ele o actor iria ficar com recordaçoes no album de presenças. mas ja agora aonde esta o continuo da secundaria? esse so sabe montar parabolicas??realmente a secundaria esta bem representada no que respeita a segurança . pois pois o que falta e alguem que seja determinado nestas situaçoes, se alguem houvesse quem sabe se este miudo rebelde e incendiario nao tivesse cometido tal estupidez lamento imenso o que os pais sofrerao neste momento dificil. quanto a pena que o m.p. pede eu nao tenho opiniao, raul silva
#4Diplomado pelas Novas Oportunidades20 de Abril de 2010, 22:38
Este artista está muito mal lançado no caminho da vida, ou o seguram agora a sério internando-o num estabelecimento de correcção que lhe mostre que a vida não é o que ele tem andado a fazer ou muito brevemente já será um caso perdido. Metê-lo simplesmente numa prisão é empurrá-lo ainda mais para a marginalidade, tratá-lo com paninhos quentes como se ele fosse um menino do coro tem o mesmo efeito. Ao que se ouve, não tendo o pai presente, já nem a mãe o segura. Mão pesada sobre os maus instintos e a violência dele, mas também encaminhamento em atenção à idade, apoio social e vigilância apertada de movimentos é o que ele precisa. Não sei é se em Portugal ainda existem estabelecimentos capazes de recuperar jovens como ele. Antigamente havia as casas de correcção, mas depois como a pedagogia moderna dizia que eram anti-pedagógicas, castradoras e traumatizantes, acabaram com elas e o resultado é o que se vê todos os dias por todo o lado, jovens violentos, marginais, sem respeito por nada nem por ninguém, nos quais já ninguém tem mão, enfim…resultado de todo o abandalhamento de anos promovido por deputados, governantes, juízes e seguido por pais, professores, autoridades…
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