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António Justo: Revolução do 25 de Abril – Uma história mal contada

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O Povo Português não gera Revoluções

As revoluções portuguesas são como a ponte de Lisboa. Antes do golpe de estado chamava-se “Ponte Salazar” depois passou a chamar-se“Ponte 25 de Abril”. Apenas mudam a fachada e a lata. O povo, tal como o rio Tejo, cansado de inúmeras voltas e de tantos despejos, sempre pacífico e adaptado, tem permanecido igual a si mesmo, ao longo da História: vagaroso mas internacional(1).

De época para época, alguns insatisfeitos do sistema, os filhos dos senhores do regime, provocam um golpe de estado, apoderam-se dele e mudam-lhe o nome. Povo e golpistas conhecem-se de ginjeira: aquilo a que dão o nome de revoluções, pouco mais se trata do que da troca de nomes, dum acerto de contas e de acomodação à história dos vizinhos; o mérito do acontecimento está em dar ocasião à necessidade do povo festejar e aplaudir ou, quando muito, resolver alguns deveres de casa esquecidos. Os actores sabem que a injustiça não é boa mas a justiça seria incómoda. Optam então pela vida dos dos “brandos costumes” sem a preocupação de fazer justiça.

Arranjam um nome monstro para justificarem as suas acções e branquearem as suas intenções. No caso do 25 de Abril, um grupo de cretinos (2) aplicou ao regime autoritário de Salazar o nome explosivo de fascismo, metendo-o (internacionalizando-o) assim no mesmo rol de Franco, Mussolini, Hitler e Pinochet. Então, a nação inteira passou a dar-se conta do monstro e resolveu dar caça ao fantasma. Este vai recebendo cada vez mais atributos até que passa de lobo a Minotauro. A partir deste momento o povo perde a ideia passando a viver do medo do labirinto. Entretanto vão surgindo alguns lobitos e o povo vai distraindo o medo no “Jogo ao Lobo”!

O país da Europa com as maiores desigualdades sociais entretém-se em argumentações opiniosas deixando as coisas importantes para os nomes engordados em nome das classes desfavorecidas. Já habituado à humilhação e à atitude governativa arrogante e distante, o povo servil, filho da “revolução da liberdade” até aceita a censura em nome da democracia. O estado português já há séculos não tem povo, chega-lhe a população. A população já há séculos que abdicou de o pretender ser, contentando-se em viver na sombra da Face Oculta do Estado. Deixou o palco da nação aos dançarinos do poder!

O 25 de Abril passou – A Revolução está por fazer
Golpistas abusam do Nome Revolução

Com o golpe de estado de Abril, o regime autoritário é acabado no meio da guerra colonial. O povo português, o que quer é esquecer a guerra e os políticos o que querem é a confusão para se poderem organizar e não terem de assumir responsabilidade pela traição dos interesses da nação, dos retornados e do povo nativo. Segundo o reconhecido historiador José Saraiva, o abandono das províncias ultramarinas constituiu “a página mais negra da História de Portugal”. Disto não se fala; reduz-se a história a folclore e a governação ao jogo do rato e do gato…

O 25 de Abril assenta em pés de barro. Fez um golpe de Estado e deu-lhe o nome de revolução. Os seus actores não pensavam em revolução. Foram surpreendidos pelos acontecimentos que eles próprios provocaram e alguns, entre eles, (especialmente Otelo S. de Carvalho) serviram-se do comunismo/socialismo para legitimarem e darem uma projecção histórica ao movimento dos oficiais descontentes. O 25 de Abril foi um golpe de Estado que surgiu de motivos pessoais e antipatrióticos de alguns, mas nunca uma revolução. O novo regime começou mal e com actos inglórios tal como acontecera na implantação da república. Mas disto não deve rezar a História, o povo precisa de festa e os governantes de distarcção. Não importa viver, interessa é ir-se vivendo!

O programa MFA (Movimento das Forças Armadas) pretendia Democracia, Descolonização e Desenvolvimento. Os primeiros dois anos foram uma confusão maluca. Tudo era facho e qualquer jovem adolescente se armava em guarda de comícios, por vezes até de metralhadora na mão. Recordo que quem tinha um emprego bom, ou uma casa digna, logo era apelidado de “facho”, pelo povo gozador, num misto de atmosfera de inveja e admiração. Depois com a nova constituição tudo ficou camarada e irmão: camarada de facho na mão!

Os partidos, sem mérito, passam a viver do prazer de terem organizado as suas fileiras. Desfavorecem a politização do povo para fomentarem o partidarismo e um discurso público dirigido à conservação do poder.

Entretanto, o povo sente-se humilhado e deprimido; o seu sentimento de identidade definha, sendo compensado apenas no sentimento duma grandeza promissora dos irmãos da lusofonia e da madrasta União Europeia. O sentimento de identidade nacional baseado no cristianismo, na cultura nacional e na ideia das grandezas dos descobrimentos não agradam às novas elites internacionalistas. A má experiência do povo com a própria elite, sem sentimento de nação nem de povo, leva-o a sentir-se apenas como inquilino anónimo de alguns senhores da praça pública, dos canonizados da democracia. Sente-se filho de pai incógnito!

Portugal continua preso numa mentalidade de arrendatário de ideologias e senhorios mercenários que o povo tem de acatar para ir vivendo! Portugal, apesar de golpes de estado e de pseudo-revoluções, continua a sofrer na pele a experiência de outrora: a experiência dos ingleses senhores das quintas do vinho do porto que viviam na Inglaterra e tinham em Portugal os seus feitores portugueses a cuidar dos seus interesses. O Estado português tornou-se numa feitoria de alguns mercenários. Daqui vem a sabedoria portuguesa que, muitas vezes, diz: “ isto é para inglês ver”.

As nossas elites intelectuais não são em nada inferiores às europeias. O problema está no seu individualismo e na sua falta de consciência de povo, e de espírito colectivo! As elites políticas vivem do nome, interessando-se, a nível de país, apenas por terem Lisboa, como sala de visitas de Portugal onde elas podem receber vaidosamente os amigos. Colaboram com um internacionalismo interessado em destruir as nações para depois poderem surgir como salvadores e implantar um governo mundial de burocratas e tecnocratas contra os biótopos nacionais.

O povo, antigamente, sofria sob a bandeira do trono e do altar; hoje sofre sob a lama das massas a toque de caixa partidária que segue o ritmo das multinacionais.

A grande diferença: Hoje o povo não se pode queixar, porque os seus opressores vêm do seu meio e parte deles são eleitos democraticamente.

Já Ovídeo escrevia nas Metamorfoses: “O destino conduz os de boa vontade e arrasta os de má vontade”. Com a celebração do 35° aniversário do golpe, já seria tempo de Portugal ir à cata dos de boa vontade!…

O aniversário do golpe de estado poderá deixar de ser um pretexto para se tornar numa oportunidade. Urge descobrir a nação e ter a vontade de se assumir como povo. O grande povo e a nação valente que “deu novos mundos ao mundo” tem-se manifestado incapaz de se descobrir a si.

Um Estado é como uma planta. Se adoece, os parasitas cobrem-na facilmente. O país tem-se modernizado; não tem inimigos nem ódios mas encontra-se apático e doente. Depois do golpe de Estado, o fanatismo republicano e o oportunismo continua a tradição da “apagada e vil tristeza” dum conservadorismo míope e dum progressismo cego! Os cães de guarda do Estado contentam-se em morder e em ladrar alto e o rebanho atemorizado lá se vai movendo no respeito à própria lã que vê nos dentes deles!

Acabe-se com o louvor do golpe e dos golpistas. Não notaram ainda que a revolução se encontra, desde há séculos, por fazer! Para nos levarmos a sério teremos de descobrir primeiro o povo e a nação. Então seremos capazes de enfrentar as desgraças históricas, sejam elas progressistas ou conservadoras. Há que aceitá-las, para nos podermos mudar e assim mudar o rumo português para o bem-estar de todos, nacionais e estrangeiros. Para isso precisam-se mulheres e homens adultos! “O povo unido jamais será vencido”, cantam as sereias, na certeza de que ele se embala na música e não se descubre como povo! Não vale a pena o queixume. Quem se queixa é pobre ou não pode! Trata-se de mudar mudando-se! A nação precisa de todos.

António da Cunha Duarte Justo
http://antonio-justo.eu/

22-04-2010

11 comentários

#1gps22 de Abril de 2010, 17:56

A RTP tinha o Prof. Marcelo e o António Vitorino. O Portal tem – e ainda bem – o Sr. António Justo. Há, no entanto, encontrar alguém com capacidade intelectual para servir de contraponto

#2RAUL SILVA23 de Abril de 2010, 22:59

ha ja algum tempo que tenho lido alguns artigos seus e nunca me despertaram tanto a atençao como este. pois pensava que so escrevia artigos religiosos.mas este artigo merece o meu humilde comentario, nota-se que tem o charme africano eu tambem estive em angola fui mobilizado com 17 anos voluntario e aos 18 anos ja estava em angola a fazer serviço militar deveria terminar aos 21 anos mas com essa idade e somente a 3 meses de terminar a minha comissao desertei com destino a suecia via congo brasaville que nunca cheguei a apanhar o barco que me iria levar porque ja em terras do congo quinchaça, tive a pouca sorte de ser abordado por um sr portugues —agente da D.G.S.– PIDE que me ofereceu boleia ate a casa de reclusao e mais tarde ao deposito militar de angola na vila de salazar Angola–. fui julgado e condenado a 4 anos 2 meses e 10 dias de presidio militar. sai em liberdade no dia 1 de maio de 1974 ja com quase dois anos de pena cumprida. e claro que nao voltei a albergaria de onde sou natural fiquei em angola e dela casei e ainda fiz vida de civil . mas a minha biografia nada tem que ver com o seu artigo nao e verdade?pois eu tambem penso que nao . porque desde o primeiro dia que fui encarcerado tormei-me revolucionario,e como tal discordo das suas ideias sobre a revoluçao do 25 de abril. voce pode escrever muito bonito mas nunca ganhara apoio de um verdadeiro revolucionario. quantas vezes saiu rua empunhando uma bandeira?? quanto vezes lhe chamaram nomes que nao em???quantas vezes o ameaçarm fisicamente e ate mental??alguma vez? creio que nao pois sr. nao enverede por este caminho nas suas cronicas porque nao lhe fica nada bem melhor sera continuar com os folhetos da igreja, nao me leve a mal de eu ser assim tao discreto e ate grosseiro nas minhas frases mas eu nao sou prof. marcelo antonios vitorino. sou sim um revolucionario que ainda hoge voltaria a fazer nova revoluçao em portugal.RAUL SILVA

#3F. Sousa24 de Abril de 2010, 12:04

E olhe sr Raul Silva que isto hoje mais do que nunca bem precisa é uma revolução a sério em Portugal. O 25 de Abril dizia-se que era para fazer de Portugal uma sociedade mais justa, afinal 36 anos depois o que temos é um país muito mais injusto, mais desiquilibrado, ignorante, inseguro e dominado por uma corja de corruptos e de ladrões como nunca se tinha visto. Um país com a educação pelas ruas da amargura e uma justiça que é uma vergonha. Foi a este estado miserável que os políticos que têm governado este país levaram o Portugal que se não fossem os milhões e milhões todos que vieram da CEE durante anos atrás de anos, o povo andava a cair de fome enquanto os Mexias deste país atribuem a si próprios ganhos de três milhões e tal de euros por ano com a chapelada dos governantes. Portugal anda de cavalo para burro, os rendimentos do cidadão que trabalha na vez de aumentarem estão a cair cada vez mais, mas os administradores das empresas públicas, directores de qualquer porcaria e políticos, esses recebem valores escandalosos e a crise o povo que a pague. E diz-se esta corja democrática e socialista… Com uma revolução a sério, bem que podiam fugir! E era o que precisavam, de uma revolução a sério que trouxesse justiça a Portugal.

#4O Barão Azeiteiro24 de Abril de 2010, 14:24

Os números são soberanos: nos últimos anos tem subido, ano após anos, o número de Ferraris, Porsches, Lamborghinis, Maserattis, Bentleys e Rolls Royces vendidos em Portugal. Ao mesmo tempo, não pára de crescer o nº de desempregados e de beneficiários do chamado subsídio do rendimento mínimo. O que acham?… Gostam?… Então continuem a votar nos paladinos destas políticas…

#5António da Cunha Duarte Justo3 de Maio de 2010, 17:51

Da discussão surge a luz!
O senhor F.Sousa apresenta a odisseia da vida que levou. Foi vítima e como se encontrava na frente de batalha sofreu mais de que muitos que hoje se encontram na reserva da sociedade civil. Os sofrimentos destes ainda não atingiram o ponto de saturaç1bo e de dizerem: chega!
O senhor, para os tais “revolucionários” que fizeram o 25 de Abril deveria ser um herói. Eles que enriqueceram, à custa do sacrifício de muita gente e da nação , deveriam ter algo de sobra também para si! O problema é que segundo a lógica das revoluções, elas são feitas por alguns, para alguns, à custa de muitos, entre os quais o senhor. Infelizmentem os suldados continuam ainda nos nossos tempos a ser pasto para canhões! A História continua a ser feita de vencedores e queixosos! A palavra revolucionário e revolução foram desacreditadas pelos próprios revolucionários. Com o meu artigo, eu apenas queria pôr uma acha na fogueira da reflexão para que pessoas como o senhor e o povo em geral acordem para si mesmos e não se deixem instrumentalizar apoiando o sadismo de muitos revolucionários que se estão marimbando com o que acontece às vítimas. O Capítulo da descolonizaç1bo é um capítulo encoberto. Quando o senhor falecer então a nação irá rever os erros históricos. Então, para si e para os retornados já será tarde para serem indemnizados!

Tem havido um crescimento quantitativo mas não qualitativo! A nível de dados económicos hoje como outrora encontramo-nosna cauda da Europa; em termos estatísticos comparativos, outrora os dados económicos eram melhores que os de hoje. Hoje, somos o país com maior desigualdade e injustiça social, segundo revelam as estatísticas actuaios. Apesar disto o nosso povo é muito trabalhador e empreendedor; consegue lá fora (emigrantes) enriquecer outros povos.
Os que fizeram o Golpe de Estado do 25 de Abril criticavam um regime que não dava pão e trabalho à população que se via obrigada a sair do país. Hoje, apesar de não haver guerra, o povo sai de portugal na melhor idade da vida e depois de ter custado ao estado tanto dinheiro na formação. Preparamos o pessoal para ir servir os outros. A revolução continuará por fazer até que cada um de nós se revolucione a si mesmo e se ponha ao serviço do outro. Servindo-se servindo!

#6José Oliveira Santos11 de Maio de 2010, 13:28

Tivemos fascismo e tivemos uma revolução não sejam revisionistas e olhem para a nossa historia e para as mudanças realizadas no nosso Portugal.

Acabou-se o tempo da meia sardinha, da meia duzia de kilometros de auto estrada, da policia politica,da mordaça na boca, dos estropiados da guerra colonial,dos povos africanos espoliados etç.

Trabalhemos para construir um Portugal mais livre e justo mas não contemos pra isso com os nostalgicos do passado.
VIVA PORTUGAL LIVRE E DEMOCRATICO:

#7MOSCA6 de Junho de 2010, 0:52

Amigo.Nessa altura,meia sardinha ainda chegava ao pobre,e dava para a familia toda, nem que comessem apenas um naco de pão ao cheiro da mesma.Mas,daqui a pouco,pelo andar da carruagem,os poderosos nem a espinha nos vão deixar!.. Jã o dizia o Zeca,citando, com uma certa razão numa das suas baladas,e já naquele tempo:”-Eles comem tudo,e não deixam nada!…”E parece ser o que estamos a sentir já no pelo.

#8O Barão Azeiteiro6 de Junho de 2010, 23:03

Pois, caro José Oliveira Santos, é verdade o que escreveu, mas também não é menos verdade que em contrapartida, temos hoje algumas chagas não menos purulentas do que essas que apontou…a insegurança a todos os níveis, o aumento desastroso da pequena criminalidade e da criminalidade violenta, a corrupção instalada em todos os sectores do aparelho de estado, uma justiça escandalosa que é forte com os fracos e fraca com os fortes, uma classe política desprestigiada e a caminho acelerado do descrédito total, uma desigualdade económica acintosa e chocante que se agrava dia a dia, com os mais ricos a serem cada vez mais ricos e os pobrea cada vez mais pobres, um ensino nas ruas da amargura, de mal a pior após cada governo e cada reforma, exclusivamente preocupado com as estatísticas do insucesso escolar e a formar uma geração de ignorantes e incapazes, um desemprego e uma falta de horizontes assustadora para a juventude de hoje e de amanhã, uma legião de acomodados, de mandriões e de parasitas encostados aos subsídios da segurança social, enquanto os reformados que trabalharam dezenas de anos recebem reformas miseráveis,enfim…de novo a fome, a miséria envergonhada, o “prego” ressuscitado. E uma enorme desilusão de muitos que no 25 de Abril andaram a bater palmas à revolução e a gritar que o povo unido jamais seria vencido…e que hoje, provavelmente são os mesmos que há uns meses elegeram numa votação da RTP Salazar como “o português do século”… e muito compreensivelmente, pese embora o negativismo da ditadura salazarista, porque isso do “Portugal livre e democrático” é chavão em que o povo, o verdadeiro povo, já não acredita…

#9RAUL SILVA8 de Junho de 2010, 11:04

concordo com as observações que o sr,barão azeiteiro invoca mas não esqueça que tudo isso que nos temos na nossa sociedade de mau (a criminalidade violenta a desigualdade económica os miseráveis, as chagas sociais que sobrevivem de subsídios. desemprego etc) São o resultado das mas politicas destes governantes que tem passado pelo poder .Continuo a dizer que ainda hoje voltaria a fazer outra revoluçao.Mas desta vez sem capitaes apenas com o povo unido.

#10Campinho a capital8 de Junho de 2010, 21:51

Outra revolução, mas à porrada a sério, em vez de vivas e cravos, para ver se só ficava a gente séria e patriota em vez da cambada de escroques, oportunistas e chulos que se filiaram nos partidos e trataram de se meter em tudo o que era lugar de chefia e de mando para se orientarem e porem o país no estado triste em que se encontra hoje, enquanto eles gozam à fartazana e quem vier atrás que feche a porta… mas como o triste povo que sempre foi explorado e cada vez é mais, vota nesses chulos todos e ainda lhes bate palmas quando eles arrotam postas de pescada democráticas, está tudo bem, têm o que merecem, aguentem a carga que é democrática e vão prá fila da sopa dos pobres, que os euros são precisos para pagar os ordenados de muitos milhares de euros por mês para os senhores governantes, deputados, presidentes de qualquer merda democrática, directores gerais dos organismos do estado, gestores das empresas públicas e restantes tachistas democráticos. O povo que continue com as costas curvadas, que os senhores do poleiro querem montar e o respeitinho democrático é muito lindo e eles gostam… Ouvi uma vez dizer que cada povo tem o que merece e acho que é uma grande verdade. Aguenta Zé e vai-te rindo!…

Sr. Raul: passaram 36 anos desde o 25 de Abril, a roubalheira, o tachismo e a pouca vergonha cada vez são maiores de governo para governo, em vez de melhorar tem sido sempre para pior. Os milhões da CEE disfarçaram muita bandalheira mas estão a acabar e Portugal continua a não produzir o suficiente para comer no dia a dia, continua a viver dos empréstimos estrangeiros e a viver acima das suas possibilidades. Como actualmente já nem existem as célebres toneladas e toneladas de ouro nos cofres do Banco de Portugal e os credores querem os capitais e o juro, qualquer dia a coisa vai ficar mesmo preta a sério. Nessa altura, os nossos queridos políticos que abateram a frota de pesca, que venderam as quotas de produção de leite, que mandaram o ministério da agricultura pagar para deixar as terras ao abandono, etc, etc, etc, já cá não estão a viver e os milhões deles estão a salvo muito longe daqui…em trinta e seis anos os portugueses não conseguiram perceber que as políticas que votaram ano atrás de ano só podiam um dia levar o país e o zè Povinho à desgraça e continuam a votar alegremente na mesma gente e na mesma política. Ou seja, democracia é muito linda mas é na teoria e para países onde os figurões e os aproveitadores manhosos que em vez do interesse do país tratam é da vidinha deles estão é na prisão!… Como sabemos todos, não é o caso de Portugal, e o Zé Povinho continua a rir-se para essa gajada e a votar nela. Pois então não se queixem!…

#11RAUL SILVA9 de Junho de 2010, 11:30

caro Campinho a capital , as suas palavras são como uma boa enciclopedia que todos os portugueses deveriam ler. com isso aprenderiam alguma coisa .saberiam que esta corja de bandidos que governa neste pais só tem poder porque o povo na sua ignorância vota neles. mas eu concordo consigo quando diz que não se queixem ,na verdade começa a cansar por ver tanta ignorância no nosso povo .em tempos fui dirigente sindical e ai já tive esta estranha experiência que me enjoou por ver tanta covardia no povo português. Pode ser que agora abram os olhos. mas não sei não, pois há muitos costumes que não mudam por exemplo : todos os ministros administradores presidentes de câmaras e mais tem carros de alta gama para se deslocar das suas residências para os seus empreguitos tachados pagos pelo zé povinho,ate o de albergaria não foge a regra com aquele mercedes ,: e eu como felizmente ando pelo mundo já vi em Alemanha ,Bélgica e Holanda sras. ministros em carros inferiores ao meu ate já vi um ministro com 1 renault 5 a .Poderia estar aqui ate a noite a malhar que não iria a lado nenhum por isso amigo campinho ate breve sei que me entende .

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