
Uma empregada comercial de Albergaria-a-Velha acusa o Hospital Infante D. Pedro, em Aveiro, de negligência médica. Teresa Cunha, de 51 anos, nunca teve qualquer problema no coração, mas por causa de uma perfuração, que correu mal, teve de ser operada de urgência nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) e, desde aí, a sua vida “nunca mais foi a mesma”. No dia 22 de Dezembro do ano passado, recorreu ao Hospital de Águeda por causa de uma infecção respiratória. Depois do diagnóstico, o caso foi considerado grave e a doente foi transferida para o Hospital Infante D. Pedro, com uma pulseira vermelha.
“Estive um dia e meio encostada a uma parede sem me fazerem nada. Foi preciso reclamar para que se interessassem pelo meu caso”, afirma ao Diário de Aveiro Teresa Cunha. Conta que depois lhe fizeram um raio-x e um electrocardiograma, tendo sido detectado “um líquido que envolvia o coração”. Por causa disso, prossegue, a equipa médica introduziu-lhe um cateter para que o líquido pudesse ser drenado. No entanto, algo terá corrido mal e “ao fazerem a picagem, o médico falhou e atingiu o coração”, conta Teresa Cunha.
A doente foi transferida de urgência para os HUC, onde foi submetida a uma cirurgia para ser suturada à ferida no ventrículo direito. “Durante o caminho só pensava nas minhas filhas e no meu neto”, diz. Em Coimbra, o médico que a tratou terá confessado que o caso era tão grave que “merecia uma exposição pública”. “Por coisa tão pouca vamos ter de fazer um estrago enorme”, terão acrescentado os clínicos, segundo conta Teresa Cunha.
01-04-2010
Fonte: Diário de Aveiro





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