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SC Alba Campeão Distrital 2009/2010! SC Alba Campeão Distrital 2009/2010!(15)

O SC Alba venceu ontem, domingo, o GD São Roque por uma bola a zero na última jornada do campeonato e sagrou-se Campeão Distrital da 1ª Divisão, época 2009/2010.

Após um excelente campeonato, em não conheceu o amargo sabor da derrota, a equipa de Albergaria está de regresso à 3ª Divisão Nacional, alcançando assim o objectivo da subida que perseguia desde a época de 1993/1994.

Parabéns SC Alba!!

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Aqui fica o resumo em vídeo, realizado pela “Que Cena”:

31-05-2010
Texto: Portal de Albergaria
Vídeo: Que Cena

O Carro Alba – António Augusto Martins Pereira em entrevista O Carro Alba – António Augusto Martins Pereira em entrevista(1)

Aquando da apresentação do livro “Alba – Uma marca portuguesa de automóveis” no museu do Caramulo, a equipa do Portal de Albergaria marcou presença e teve oportunidade de assistir à entrevista que concedeu ao site AutoanDRIVE. Aqui fica o texto de Hélio Rodrigues na integra:

António Martins Pereira foi um visionário. Na década de 50, decidiu construir, não apenas um dos mais bem sucedidos e evoluídos automóveis de competição portugueses, como lhe acrescentou um motor feito também por si. Sim, é ele a alma-mater por trás do ALBA.

António Augusto Martins Pereira nasceu em 1927, neto do comendador Augusto Martins Pereira, o fundador da metalúrgica ALBA, situada em Albergaria-a-Velha. Desportista apaixonado, ser piloto de automóveis foi apenas uma das suas muitas facetas de polivalência. Ainda estudante, no Colégio Almeida Garrett, no Porto, Martins Pereira foi praticante de voleibol, no Sport Clube do Porto e, mais tarde, integrou a equipa de futebol júnior, no Infesta. E seria mesmo o futebol a sua maior paixão – uma paixão de profundas raízes na sua família, pois o seu pai e o seu avô tinham fundado, a 1 de Janeiro de 1941, o Sport Clube Alba, uma equipa de futebol local.

Por isso, não é de estranhar que, no início dos anos 50, Martins Pereira tenha decidido reavivar o “seu” clube, que estava inactivo há alguns anos. Com muito empenho e enorme dedicação, deitou incansáveis mãos à tarefa de reerguer o Sport Clube Alba. Mãos – e pés, pois, antes de ser dirigente, deu o seu contributo como jogador, ocupando as posições de extremo direito, de avançado centro e, embora mais raramente, de defesa direito. O técnico era o célebre Carlos Alves, o homem das luvas pretas e um dos grandes nomes do futebol nacional. Aos 32 anos, Martins Pereira dei-xou os relvados e assumiu as rédeas do clube, tendo sido presidente da direcção e da Assembleia Geral até 1993.

Mas, além o Sport Clube Alba, Martins Pereira foi presidente do Sport Clube Beira-Mar durante dois anos e membro das direcções do Sporting Clube de Aveiro, do Clube Naval de Aveiro e do Clube de Albergaria, de que é, a exemplo do Sport Clube Alba, sócio número 1. O estádio municipal de Albergaria tem o seu nome.

Na década de 50, ao mesmo tempo em que enveredava pelo dirigismo futebolístico, Martins Pereira começou a praticar automobilismo de competição, com a mesma paixão e vontade que dedicava ao futebol. Depois de algumas provas de motonáutica e de alguns ralis com um Sumbean Talbot e um Simca 8 Sport, decidiu construir um carro próprio. Nasceu então o ALBA, que se tornou num crónico vencedor na catego-ria Sport, pilotado tanto por si como pelo seu amigo Corte-Real Pereira. E foi com o ALBA que o seu nome se tornou uma lenda viva na história do automobilismo de competição em Portugal.

O AutoanDRIVE partilhou com António Martins Pereira alguns minutos de conversa, durante a cerimónia de apresentação do livro de José Barros Rodrigues, “ALBA – Uma Marca Portuguesa de Automóveis”, no Museu do Caramulo.

António Augusto Martins Pereira em directo

AutoanDRIVE (A): O senhor não possui nenhum curso técnico, nem superior. Apesar disso, conseguiu façanhas notáveis de engenharia mecânica, como a concepção de raiz de um motor e o fabrico de um automóvel, o ALBA. Como adquiriu os conhecimentos que lhe permitiram isso?
António Augusto Martins Pereira (AAMP): O único curso que tenho é o curso geral dos liceus. Mas a minha família tinha a fábrica de metalurgia, o que foi fundamental para eu adquirir conhecimentos de mecânica e de metalurgia. Conhecimentos que depois fui aperfeiçoando nas minhas viagens ao estrangeiro. Além disso, fui ficando com umas noções do que era preciso e mais essencial, ao longo da minha carreira como piloto, em que, apesar de não ter sido muito longa, consegui recolher a sensibilidade necessária para levar por diante a ideia que vinha amadurecendo.

A: Essa ideia foi fazer um carro de competição. Como surgiu?
AAMP: Bom, decidi fazer um carro meu, por pura distracção e diverti-mento. Nunca me passou pela cabeça dar início a uma indústria séria de automóveis. Simplesmente, um dia lembrei-me: “Porque não fazer eu mesmo um carro? Posso fazê-lo, tenho o que é preciso…” E foi o que fiz! O meu primeiro carro demorou quatro meses a ser feito. Mas não tinha capacidades para bater os [Porsche] 356 e os Denzel, pois não tinha motor para isso, apesar de eu estar constantemente a evoluí-lo. Foi então que me lembrei de outra coisa: “Porque não fazer um motor, que pudesse ombrear com os meus adversários?” E nasceu assim o meu motor de 1500cc.

A: Que tinha várias novidades tecnológicas para a época…
AAMP: Sim, tinha. Era um motor de quatro cilindros com dois carburadores duplos horizontais, coisa rara nessa altura e que era uma técnica muito mais avançada do que o que se passava com os outros motores. Mas, como era muito caro fazer um motor, decidi que, para ele ser fiável e não correr o risco de quebrar, fui à cabeça dos pistões e tirei-lhe dois milímetros na altura. O motor ficou então com uns 90 a 95 cv e posso dizer que nunca me deu qualquer problema. Só fiz esse motor.

A: E conseguiu aquilo que queria, que era bater a concorrência?
AAMP: Sim, esse motor era muito bom. Logo na sua estreia, ganhei o Rali Vinho do Porto à Régua e, depois, fui 3º classificado no Rali a Guimarães. Isso foi em 1955. Mas, nesse ano, decidi afastar-me das corridas. Apareceram os filhos, as responsabilidades começaram a ser maiores e, como já não podia dedicar-me à competição como queria, tomei a decisão de deixar de correr.

Mesmo depois do seu abandono da competição, os ALBA ainda participaram em algumas provas, com a última inscrição a ser em 1961, no Rali Nocturno do Salgueiros, com o “piloto-fetiche” da ALBA, Corte-Real Pereira, ao volante. No entanto, apesar de afastado das pistas e dos ralis, António Martins Pereira seguiu sempre com “muita atenção” o fenómeno automóvel ao longo das décadas seguintes.

Fã indefectível da F1, garantiu-nos que iria seguir atentamente o Mundial deste ano, “que deverá ser um dos melhores dois últimos anos, pois à Ferrari vai juntar-se a Mercedes.” E confessou um desejo especial: “Tenho uma enorme admiração pelo Michael Schumacher. Gostava que voltasse a ser campeão do Mundo.”

Fotos

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25-05-2010
Texto: AutoanDRIVE
Fotos: Portal de Albergaria

Alberg.Circus 4 tem início já no próximo dia 4 de Junho Alberg.Circus 4 tem início já no próximo dia 4 de Junho(0)

Faltam cerca de 10 dias para o Alberg.Circus 4. Tudo se está a fazer para que este ano aconteça mais um grande encontro na já conhecida e característica Quinta do Torreão em Albergaria-a-Velha.

O Alberg.Circus – encontro de malabarismo, artes do circo e mais… irá acontecer nos próximos dias 4, 5 e 6 de Junho 2010, em Albergaria-a-Velha, numa organização da associação cultural AlbergAR-TE em parceria com a Camara Municipal de Albergaria-a-Velha

Do programa geral farão workshops de formação, gala de circo, desfile, olimpiadas, exposição fotográfica, openstage, festa… e outras surpresas.

Como novidades para este ano temos um concurso fotográfico.  As fotos concorrentes podem ser vistas aqui: http://picasaweb.google.com/fotoscircus2010/ConcursoFotograficoAlbergCircus4

Inscrições em http://albergar-te.com/wordpress/?page_id=75/

O Portal de Albergaria associa-se este ano a esta excelente iniciativa da AlbergAR-TE, pelo que poderá acompanhar aqui todas as notícias e novidades relacionadas com este evento.

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25-05-2010
Fonte: AlbergAR-TE / Portal de Albergaria

António Justo: Poder entre legitimação e deslegitimação António Justo: Poder entre legitimação e deslegitimação(0)

O Poder e o Dinheiro Corrompem

A crise do sistema financeiro e político chegou ao rubro. A desconfiança nas instituições e a desilusão acerca da ordem estabelecida conduz à nostalgia duma ordem ideal.

A normalidade do dia a dia manifesta-se num jogo de forças entre potência e fraqueza de grupos e de indivíduos; poder, violência, resistência e inércia são os seus acompanhantes circunstanciais naturais. A normalidade do poder parece dar lugar à normalidade da violência.

Segundo Max Weber “ poder significa a chance de impor a própria vontade também contra resistentes, dentro duma relação social”. O poder estende-se do Estado à família, da posição económica à posição política, social ou psicológica.

A insegurança estrutural em que nos encontramos torna-nos mais conscientes para a nossa situação de impotência. A vontade quer-nos a caminho, a caminho do Sol, contra a rotina do dia a dia, à semelhança do tubérculo que estende o botão na procura da luz do Sol. Toda a natureza se encontra irmanada, a caminho, na consciência de que quem para morre, tal como a água que para apodrece, reduzindo-se a húmus para os outros. Trata-se de andar, por vezes, de seguir o impulso do movimento, como o Hamster na sua roda. “Tudo flúi”.

Poder é a força do embrião que, na sua vontade de encontrar o sol, move o que lhe oferece resistência, do caminho. Poder participa da realidade ‘instintiva’ do embrião na procura do chão através da gravidade e no erguer do tronco na procura do Sol. Na definição da própria identidade está a vontade de Sol, de saber, de verdade, de sexualidade, de transcendência. Não só é tendência e deslocação mas também sentido. O ambiente oferece-lhe resistência o que o obriga a uma certa violência e a entrar numa relação interactiva. A vontade do poder está implícita no desejo da própria vantagem (realização), da subsistência. Potência e impotência andam juntos.

Contra a inércia, contra a entropia surge uma vontade consciente ou inconsciente que resiste à apatia/letargia e desencadeia também o agir do outro. A cultura, os estados, a família surgiram de vontades contra o clima, contra o ambiente, contra a resignação individual… As relações de poder institucionalizam-se e expressam-se em diferentes modelos de ordens sociais ao longo dos tempos (chefes de tribo, reis, presidentes, imperadores, papas). Cada conglomerado social, com os seus biótopos naturais, elabora as suas normas mais ou menos elementares que possibilitam uma relação normal e habitual, com maior ou menor tolerância e capacidade para a iniciativa individual/grupal numa tendência de identificação.

Cada época tem a sua cor local e a sua expressão de poder que condiciona as consciências individuais, seus anseios, satisfações e insatisfações. Cada pessoa nasce numa situação de relação com autoridades, leis, costumes, opinião pública, ideais circundantes, procurando orientar-se e afirmar-se nela e através dela. Vive embebida na norma que o hábito torna normal e evidente num determinado espaço e tempo (biótopo). Adapta-se a esta prisão de mimetismo, do habitual/moda, justificando-a inconscientemente com a necessidade de justificar a sua existência através dum olhar crítico, pela janela do passado ou do futuro. Uma vontade de ser e aparecer afirma-se também contra o caos, contra a inércia do habitual no sentido aparentemente “futuro”, dado pela resistência a tradições ou a novos valores.

A rotina poupa-nos força; é como que o ponto morto entre inspiração e expiração. Nesse ponto se descansa mas apenas para ganhar forças para uma nova caminhada. Tudo tem um ritmo com uma orientação não explícita. As normas e as instituições são as saias da mãe a que o bebé se agarra para se erguer. Por sua vez, a tendência do erguer-se legitima o portador das saias ao exercício da autoridade e até ao abuso do poder contra aquele que as não deixa ou se contenta em continuar gatinhando. No caos dos elementos está presente uma tendência ordeira que possibilita a convivência dos indivíduos no respeito mútuo e pressupõe uma ordem de espiral ascendente. Naturalmente que o desenvolvimento no sentido duma estrutura superior subentende um novo momento de repouso, de caos que possibilita a revolução de alguns contra a normalidade.

O exagero do poder institucionalizado, a sua violência, cria, por sua vez, potencialidades e fomenta a capacidade criativa nos indivíduos, num movimento espiral ascendente de acção-reacção-acção. A actividade da liberdade, que pressupõe a capacidade de dizer sim e de dizer não, é naturalmente condicionada pela formação e informação. A capacidade de reflectir e de descobrir a normalidade distingue-nos do mundo animal e vegetal que permanece encerrado no ciclo vital, num repetir contínuo à maneira das estações do ano. Os nossos hábitos são formados na geografia das estruturas institucionais e no tempo das expressões sociais. O Sol permanece sempre o mesmo, a terra e o tempo também, o que se muda sociológica e individualmente são as estações e nós com elas, em contínuo fluir. A rotina do poder e o poder da rotina são apenas condicionadores recíprocos possibilitadores de ciclones e anticiclones, de Verão e de Inverno. A regularidade das estações traz com elas o elemento revolucionário, apenas momentâneo na preparação da próxima estação. (Os revolucionários que tivemos até hoje, com a excepção do Mestre da Galileia não passaram de árvores de folha caduca que se alimentaram do humos da carência e da ignorância do próximo.)

Temos o pretensiosismo de contradizer o Inverno com se o progresso não fosse apenas o passado visto da perspectiva dum outro momento (estação), em diferido. Todos nós procuramos segurança e orientação (ordem social) uns olhando mais para o retrovisor e outros fixando-se mais no sentido do pára-brisas, não notando porém o que se encontra para lá do retrovisor e do pára-brisas. Vivemos da luta contra a vontade alienadora do passado ou contra a vontade alienante do futuro tornando-nos assim incapacitados para reconhecer a realidade para além da perspectiva do móvel; sim porque a realidade é aperspectiva. Abdicamos da capacidade de nos transformar transformando e fixamo-nos apenas numa dinâmica do poder do passado e do poder do futuro numa linha de tempo linear ou cíclico.

Uma identidade aberta que transcenda os condicionantes rotineiros, pode abrir uma brecha na rotina através da reflexão ou de contradição, uma brecha para lá do retrovisor e do pára-brisas que conduza a uma nova identidade na complementaridade.

É natural que as diferentes estruturas de personalidades (‘boas/más’) e a sua reacção em diferentes situações não são moralmente determináveis, a nível científico; de facto personalidades mais positivas podem reagir como as mais negativas; há momentos de dissonância em toda a pessoa (“pecado original”). É difícil ter-se uma imagem realista das condições de origem do bem e do mal. Daqui a dificuldade da adequação de castigo e a questão da liberdade ou determinismo de comportamentos e a consequente dificuldade de julgar. O Homem é um ser em processo entre natura e cultura e o poder uma sua constante.

As instituições domesticam o poder ou deveriam domesticá-lo contra toda a prepotência interna e externa. O abuso dos chefes tribais, as guerras civis foram evitadas com a instituição do monopólio do poder do Estado. A justiça passou do foro privado para o público. As pessoas não são santas nem anjos precisam de controlo e de instituições com a divisão de poderes. O problema mais que nas instituições está na falta de moralidade do Estado e dos seus representantes. Estes, alheios à honra e à dignidade humana, conseguem defraudar a república instaurando nela as suas coutadas. É um dado científico que o dinheiro e o poder em regra corrompem. O Estado tem instâncias de controlo dos poderosos mas estas não funcionam. O problema maior está no facto de serem os poderosos os membros das instâncias de controlo!

O sentido do estado vem da necessidade do povo se organizar num determinado espaço para manter a justiça e defender-se de agressores. Para Blaise Pascal ”a justiça sem a força é impotente; a força sem a justiça é tirânica”. Uma solução de conflitos, a um nível de justiça equitativa, precisa dum espaço também para a impotência política, para aqueles que não têm voz. A impotência da justiça é a oportunidade do mais forte.

Platão desenvolve a teoria da justiça contra a alegação sofista do direito do mais forte. Poder e vontade de viver andam juntos. Platão apela para o domínio do corpo (paixões) através da alma (virtudes). Thomas Hobbes vê na condição humana o seu ser de lobo contra os outros (Homo homini lupus!). Segundo ele, este só pode ser dominado pela razão e através dum Estado poderoso. Com a criação da instituição a legitimação do poder não fica abandonada às forças da natureza, ao mais forte. A legitimação do poder através de Deus ou do povo é organizada em regras do poder estatal. Aqui o direito do mais forte ou do grupo é contrabalançado com o direito do indivíduo, com o direito privado. O indivíduo abdica do poder de fazer justiça pelas próprias mãos outorgando o poder individual no Estado. O Estado, em contrapartida, promete garantir o exercício da liberdade a todos. O abuso do poder por parte dos governantes e seus iguais deslegitima-os levando o cidadão à desobediência cívica e à formação de grupos guerrilha, como era o caso antes do estado de direito, a uma regressão aos tempos bárbaros. Para Aristóteles o Homem é o zoon politikon. Violência acontece onde não há relação, onde não acontece reconhecimento.

Rousseau contradiz Hobbes afirmando que o Homem é, por natureza, bom, e que a sociedade é que o estraga. Esta visão romântica tem um sentido apenas corrector da redução do homem a lobo. De facto uma cidadania ovina continua a desconhecer a realidade do cordeiro e do lobo no ribeiro do Estado.

Cooperação é também uma estratégia da sobrevivência e não apenas a lei da selecção natural como queria erradamente o darwinismo social. Até as plantas mostram uma certa sociabilidade na distribuição das raízes no solo. Afirmação, resistência e cooperação fazem parte da mesma realidade. Sem a aspiração para a luz, sem o poder não haveria acção. A experiência mostra-nos violência e poder, numa relação ambivalente. No poder está o reconhecimento do outro e a consciência do nós. Daí a necessidade de reconhecer poder ao outro, seja ele embora o mais pequeno. Uma árvore frondosa deve ser consciente da sombra que faz aos arbustos que impede crescer debaixo dela. Uma república adulta terá de reconhecer a realidade dos vários biótopos que tem capacitando-os para agir e não só para reagir. Aos seus representantes não chega a legitimação exterior através dos votos, eles terão de ser modelos íntegros de ética aplicada. A crise de hoje tem também a ver com uma mentalidade parasita de adaptados sem personalidades exemplares. O sistema não suporta personalidades e vive duma mediania fomentadora de oportunistas espertos e não de inteligências.

Há um abismo entre um discurso fundamental e um discurso situacional, moral prático. Ética e política aplicadas encontram-se muito distantes daquele. O direito deveria estar ao serviço do bem-comum e limitar o poder. “A confiança é boa mas o controlo é melhor”. O poder corrompe porque quanto mais se tem mais se quer ter. Urge distribuir o poder porque poder e dinheiro em demasia estragam o carácter. Actualmente, na Europa o poder político e jurídico não tem o poder de limitar os poderosos; estes apoderaram-se das instituições e adaptaram-nas ao seu formato; as nações encontram-se, por isso, a caminho do desastre. Os políticos com os poderosos não podem solucionar o problema porque são parte dele.

Apesar da situação crítica em que nos encontramos, se não houvesse instituições não haveria continuidade; elas são como que a estrada onde o móvel (indivíduo e cultura) passa. A instituição global mais antiga da humanidade, a Igreja Católica, é perita em preservar a memória e pretende englobar o tempo linear e o tempo cíclico, o espaço e o tempo, a imanência e a transcendência como prevê a fórmula da trindade. O seu problema está sempre na resistência que oferece a um presente com as suas certezas de dia a dia. Sem instituição não haveria memória e deixaria de haver a transmissão do facho cultural duma geração à outra. A percepção do presente só é possível no âmbito de percepção do passado e do futuro sem descurar a realidade em que assenta a paisagem. A instituição, tal como o poder devem estar presentes na consciência quotidiana mas só em segundo plano, doutro modo tornam-se em ameaça à liberdade do membro. A presença do poder (instituição / pessoa) deve ser discreta e nunca tornar marginal a presença do indivíduo. O poder como o indivíduo encontram-se numa relação mútua de serviço à comunidade e seus valores. A pessoa é a alma da instituição.

O indivíduo só o é no e com o grupo, precisando de quem o represente numa ordem de valores e interesses comuns. Em si o indivíduo não deveria estar acima do grupo nem vice-versa, como podemos ver na fórmula trinitária de 3=1. O Homem não é “a medida de todas as coisas” como queria Protágoras. O Homem só é todo com todas as coisas.

A complexidade social aliada à velocidade duma vida acelerada provoca nos governados e governantes incapacidades de diálogo fomentando no povo uma consciência saudosista retrógrada e na política um activismo progressista leviano. A contínua mudança não permite a reflexão da experiência feita. As mudanças das condições sociais dão-se tão rapidamente que impedem a responsabilidade política, social e individual. Uma luta pela imposição de interesses específicos distrai a nação duma ocupação objectiva e desperdiçam-se as energias em discussões estéreis pelo poder. O sucesso de uns não pode acontecer à custa dos outros, como é costume. Respeito e reconhecimento de parte a parte; um estado paternalista não possibilita uma relação equilibrada entre os cidadãos. Para uma relação integral do Homem e da sociedade não chega já o diálogo é necessária uma ortopraxia do triálogo numa relação de união eu-tu-nós! Nesta realidade nova, ninguém é igual ao outro mas torna-se através do outro.

António da Cunha Duarte Justo
antoniocunhajusto@googlemail.com
http://antonio-justo.eu

25-05-2010

Desperdício de água custa 4 milhões de euros / ano à região Desperdício de água custa 4 milhões de euros / ano à região(2)

Mais de 40% da água que circula nos 1300 quilómetros de rede dos 10 municípios que integram a empresa Águas da Região de Aveiro (AdRA) é desperdiçada através de perdas provocadas por falhas no sistema (maioria), ligações clandestinas e erros dos contadores, não sendo por isso facturada, revelou, ontem, o administrador da AdRA, Sérgio Lopes.

“A empresa compra por ano, em média, 33 milhões de metros cúbicos (m3) de água. Destes, cerca de 40% perdem-se, ou seja, há 13 milhões de m3 de água por ano, avaliados em quatro milhões de euros, que não são facturados”, disse Sérgio Lopes.

As declarações do administrador da AdRA foram proferidas, ontem, durante a apresentação do Plano de Controle e Minimização de Perdas e Infiltrações. A AdRA pretende reduzir para 20% as perdas até 2015. “Para isso, vamos instalar nos próximos dois anos tecnologia de detecção de fugas nos 1300 kms da rede dos 10 municípios que fazem parte da empresa”, acrescentou Fernando Vasconcelos, da AdRA.

Os primeiros testes estão a ser feitos numa zona piloto. A empresa escolheu a zona das Glicínias, em Aradas, Aveiro, onde existem 2300 clientes. Os primeiros resultados apontam para que nessa zona não haja perdas relevantes, afirmaram os responsáveis da EPAL, que estão a colaborar na formação dos técnicos da AdRA. Em Lisboa, onde a EPAL opera, a empresa conseguiu reduzir as perdas de 27 milhões de m3 em 2005 para 15,4 milhões de m3 em 2009. A AdRA gere a água e saneamento de Aveiro, Águeda, Albergaria, Estarreja, Ílhavo, Murtosa, Ol.Bairro, S. Vouga, Ovar e Vagos.

25-05-2010
Fonte: Jornal de Notícias

Poluição por ozono intensa no distrito de Aveiro Poluição por ozono intensa no distrito de Aveiro(0)

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) revelou que os níveis de poluição atmosférica pelo ozono ultrapassaram na tarde da passada sexta-feira níveis elevados a norte do distrito de Aveiro, afectando a saúde

Em comunicado, refere que os níveis de concentração podem causar danos à saúde, em especial aos “grupos mais sensíveis da população, designadamente idosos, crianças, alérgicos, asmáticos e indivíduos portadores de outras doenças respiratórias ou cardíacas.

Nesse sentido, aconselha a que «reduzam ao mínimo a actividade física intensa no exterior», que «evitem outros factores de risco», como fumar ou tomar contactos com gasolina, vernizes ou tintas, e a recorrer aos serviços de saúde em caso de agravamento de sintomas.

«A exposição a este poluente afecta, essencialmente, as mucosas oculares e respiratórias, podendo o seu efeito manifestar-se através de sintomas como tosse, dores de cabeça, dores no peito, falta de ar e irritações oculares», explica a CCDRC.

Na mesma nota refere que entre as 15h e as 17h de hoje foi ultrapassado o Valor Limiar de Informação da População, estabelecido em 180ug/m3 (microgramas de ozono por metro cúbico de ar) por diploma legal. Os valores de concentração detectados foram de 181ug/m3 e 182ug/m3.

As zonas mais afectadas foram os concelhos de Albergaria-a-Velha, Estarreja, Murtosa e Ovar, bem como algumas freguesias do de Aveiro (Cacia, Eirol, Eixo, Nariz, Oliveirinha, Requeixo, São Jacinto, Vera Cruz e Nossa Senhora de Fátima).

25-05-2010
Fonte: Sol

Colégio de Albergaria na finalíssima das Escolíadas Colégio de Albergaria na finalíssima das Escolíadas(0)

O estabelecimento de ensino vai disputar o primeiro lugar (a 2 de Junho) com as secundárias Dom Dinis (Coimbra), Homem Cristo e Dr. Jaime Magalhães Lima, de Aveiro.

O Colégio de Albergaria-a-Velha, com 299 pontos, e a Secundária Dom Dinis, de Coimbra, que somou 289 pontos, foram apuradas para a finalíssima das “Escolíadas 2010”, na noite da passada sexta-feira, durante a Final do Pólo II – Três Pinheiros, na Mealhada.

Por seu turno, os outros dois estabelecimentos de ensino que já estavam apurados no âmbito do Pólo I – Centro Cultural de Ílhavo são as secundárias Homem Cristo, de Aveiro, com 296 pontos, e Dr. Jaime Magalhães Lima, de Esgueira, com 291 pontos. Ficaram assim definidas as quatro escolas que vão lutar pelo primeiro lugar na edição deste ano das “Escolíadas”. Em 21 edições deste concurso inter-escolas, é a primeira vez que quatro secundárias vão estar em palco a disputar o primeiro lugar.

Este ano, a finalíssima, agendada para 2 de Junho, decorrerá, pela primeira vez, no Velódromo Nacional de Sangalhos, no concelho de Anadia.

Sétima participação do Colégio de Albergaria

José Gabriel, professor, referiu que o objectivo do Colégio de Albergaria foi superado. “Este resultado é fruto do trabalho de um grupo de professores. O projecto começa logo em Setembro, sendo repartido por várias abordagens”. Catarina Duarte, também professora, lembrou que “aqui não há profissionais; somos todos amadores, mas gente muito dedicada”.

Inês Maria, aluna do 12.o ano, protagonista na prova de Teatro, participa nas “Escolíadas” há quatro anos – dois na claque e dois na prova de Teatro – e considera que a sessão foi “perfeita”.
O Colégio de Albergaria participa no evento pela sétima vez – nos últimos seis anos já obteve quatro primeiros lugares, três deles consecutivos, incluindo a edição de 2009, um segundo e um terceiro lugares.

Divisão do concurso em dois pólos

Cláudio Pires, da organização, admite que a divisão das “Escolíadas” em pólos é “muito positiva, porque possibilita ao dobro das escolas o acesso à Final, além de permitir a expansão do evento”, através da criação de novos públicos.
Pelo que se viu na passada sexta-feira e na Final em Ílhavo, “estamos certos que a Finalíssima vai ser um passo marcante e muito importante para o evento”, declara Cláudio Pires. “A forma como estamos a preparar o espaço vai garantir um grande espectáculo, porque tem a vantagem de possibilitar colocar milhares de pessoas, confortavelmente, a assistir ao evento”, conclui.

25-05-2010
Texto: Diário de Aveiro
Foto: Escolíadas

Fial: Duas domésticas detidas por suspeita de homicídio de jovem Fial: Duas domésticas detidas por suspeita de homicídio de jovem(0)

Duas mulheres foram detidas pela PJ de Aveiro por suspeita de estarem envolvidas na morte de um homem de 25 anos, morto a tiro no domingo num pinhal perto de Fial, concelho de Albergaria-a-Velha.

«A investigação levada a cabo permitiu recolher fortes indícios do presumível envolvimento de ambas no homicídio que vitimou um jovem, com 25 anos de idade», lê-se numa nota emitida pela polícia, salientando que uma das suspeitas tem 45 anos e outra 22.

«A vítima foi atingida com disparos de arma caçadeira», refere ainda a PJ, acrescentando que não foi «ainda totalmente definida a motivação do crime», mas já foi apreendida a arma que terá sido utilizada.

«No mesmo dia, pouco tempo após a consumação do homicídio apresentou-se na GNR local um indivíduo, familiar das arguidas, assumindo ter sido o autor do crime», relata a PJ, defendendo que esta seria uma «versão fictícia».

«Todavia o trabalho desenvolvido na fase inicial de forma praticamente ininterrupta, possibilitou concluir que tal atitude visa apenas confundir a investigação com intuito de, mediante o erro criado pela versão fictícia apresentada, dificultar a linha de orientação traçada e assim impedir a identificação do verdadeiro autor dos disparos», salienta a nota.

25-05-2010
Fonte: Diário IOL

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