
Uma avaria pouco depois da meia noite, em Aveiro, no primeiro dia de Maio marcou o início operacional da empresa Águas da Região de Aveiro (AdRA), uma parceria pública das Águas de Portugal e 10 municípios da região de Aveiro (ver ficha). Ontem, na apresentação da empresa, o administrador Sérgio Lopes revelou que a AdRA vai construir, até 2017, “850 quilómetros de saneamento e mais de 100 quilómetros de redes de abastecimento de água”.
A aposta mais evidente no saneamento (média de 70% nos 10 municípios, mas com valores de 22 e 30%, por exemplo, em Sever do Vouga e Vagos), deve-se à reduzida taxa de cobertura relativamente ao abastecimento (média de 98%).
A AdRA vai investir 125 milhões de euros até 2017 (102 milhões em saneamento e 23 milhões em abastecimento de água), contando a empresa com 42 milhões de fundos comunitários.
Abertura a novos municípios
Tal como Sérgio Lopes avançou ontem ao JN, os tarifários, este ano, não vão aumentar em Aveiro e Albergaria (municípios com os preços mais elevados). Nos restantes, com excepção de Vagos, irá subir um euro para os consumidores que gastem 5000 litros de água (5m3) por mês. Subirá dois euros para quem consuma 10m3 em Ílhavo, Murtosa, Sever e Águeda. Em Vagos, “onde as tarifas são excepcionalmente baixas”, justifica, os aumentos são de 2,47 euros para 5m3 e 3,60 para 10m3. O preço vai ser uniformizado até 2014.
Satisfeito com a primeira parceria pública do género, Pedro Serra, presidente da Águas de Portugal, espera que a “AdRA ajude os empresários a criar oportunidades de negócio e mais emprego na região”.
Ribau Esteves, presidente da Comunidade Intermunicipal da Região, assegurou que a AdRA estará disponível numa fase posterior à consolidação para equacionar a entrada de outros municípios.
04-05-2010
Fonte: Jornal de Notícias





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