
Segundo Joaquim Santos, da Auranca, o evento destina-se a «proporcionar uma discussão ampla sobre todas as incidências que uma obra como a A32 implicam, não se restringindo o debate apenas ao problema do traçado na freguesia da Branca mas a outras questões essenciais para o país».
«Queremos que o país saiba porque se tomam certas decisões contra as populações. Queremos saber porque é que os Estudos de Impacto Ambiental (EIA) não são documentos técnicos sérios e fundamentados. Queremos saber porque não se faz uma gestão séria dos dinheiros nestes grandes investimentos públicos», afirma.
O porta-voz do movimento cívico que contesta a construção da A32 a nascente da freguesia da Branca, alerta para o facto de «sermos um país de recursos económicos limitados pelo que o dinheiro público deve ser muito bem gerido».
Joaquim Santos questiona se «valerá a pena fazer mais auto-estradas em locais já servidos de estruturas rodoviárias como é o caso da ligação Lisboa /Porto que já possui duas auto-estradas (A1 e A29), sendo a A32 a terceira?».
O Governo, através do ministro das Obras Públicas, António Mendonça, anunciou recentemente que o projecto das Auto-Estradas do Centro, onde se inclui a A32, irá ser reavaliado, não avançando com a sua construção.
O anúncio é uma boa notícia para a Auranca mas Joaquim Santos diz que a luta não termina com a suspensão do investimento. «A Auranca quer que seja feita a reavaliação do Estudo de Impacte Ambiental e estudadas as alternativas de traçado que a população deseja», afirma.
«Será solicitada uma audiência ao ministro das Obras Públicas para saber qual a reavaliação que o Governo pretende fazer na medida em que pretendemos que este assunto fique definitivamente resolvido antes que um outro Governo decida reactivar este processo sem resolver o problema do traçado na freguesia da Branca», explica Joaquim Santos.
«Iremos continuar a trabalhar e a exigir que a solução para o problema passe por uma reavaliação ambiental», sustenta, mostrando-se confiante «numa solução tecnicamente satisfatória que salvaguarde os interesses das populações». «Com a nossa luta, já conseguimos muito e hoje a obra ainda não está no terreno porque lutámos e conseguimos anular o concurso», refere Joaquim Santos.
A conferência do dia 15 de Maio conta com a participação de Horácio Antunes, deputado do PS e membro da Comissão de Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Jorge Costa, deputado do PSD e ex-secretário de Estado das Obras Públicas, José Pureza, deputado do Bloco de Esquerda e professor da Faculdade de Economia de Coimbra, Helder Amaral, deputado do CDS e membro da Comissão de Obras Públicas da Assembleia da República, Jorge Machado, deputado do PCP, e Heloísa Apoloni, do partido ecologista “Os Verdes».
Também o secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, e o presidente do Conselho de Administração da Estradas de Portugal, Almerindo Marques, foram convidados a integrar o leque de conferencistas.
14-05-2010
Fonte: Auranca





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