
“Faleceu-nos um filho há três anos e, desde então, vivemos agarrados a Nossa Senhora do Socorro”. Durante o tempo em que o seu ente querido esteve internado, Joaquim e Helena Cruz pediram à santa, muitas vezes por ele, “mas não tivemos sucesso; mas, mesmo assim, não perdemos a devoção”.
Desde essa fatídica ocorrência que o casal, residente em São João de Loure, no concelho de Albergaria-a-Velha, se desloca ao santuário, praticamente todos os meses.
O rapaz tinha 25 anos, era militar, e, um dia, ao regressar do quartel de Espinho, sofreu um acidente”, conta Joaquim, com as lágrimas a correr pelo rosto. “Apesar de tudo termos feito para o salvar, não conseguimos”. Após 45 dias em coma, o filho de ambos faleceu.
“Eu fui militar e ele pediu-me a opinião sobre a carreira”, conta Joaquim, que lhe disse que sim, para seguir a “vida militar”. “Temos outro filho, mas é um lugar que ficou vago na nossa vida e que nunca o recuperamos”, acrescenta.
O casal Cruz esteve, mais uma vez, a acender velas junto do santuário que, ontem, registou uma enchente para as seculares festas em honra de Nossa Senhora do Socorro.
17-08-2010
Fonte: Diário de Aveiro





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