
Hoje mobila cidades em todo o mundo.Bisneto do fundador da fundição Alba, onde trabalhou durante uma década, Pedro Pereira criou a Larus “sem saber bem” a que se iria dedicar e encontrou resposta com a abertura de um concurso para a conceção de oito quiosques para a cidade de Aveiro.“Convidei um amigo que é pintor e designer autodidata.
Queríamos fazer melhor e mais barato e ganhámos o concurso. Contratei um funcionário, comprei máquinas às prestações e aluguei um espaço para cumprir a encomenda”, contou à Lusa o presidente da Larus.
A Expo 98 surgiu como uma oportunidade para mostrar a empresa de Albergaria-a-Velha ao mundo, de que não abriu mão: “Dedicamo-nos de alma e coração. O sistema de sinalética da Larus ficou em todos os parâmetros à frente dos concorrentes internacionais”.Segundo o empresário, “a Expo 98 projetou a empresa internacionalmente e permitiu que uma série de autores acreditasse na Larus para responder a problemas que surgiam”.
Quando Siza Vieira mobilou a Fundação de Serralves, a Larus deu forma em aço metalizado às linhas do arquiteto nos bancos de jardim: “Um equipamento clássico, mas melhor do que os bancos clássicos”, resume.Junto à unidade industrial, em Albergaria-a-Velha, há uma cortina de árvores – uma por cada arquiteto ou designer que desenha mobiliário para a Larus, com a identificação do ‘dono’: Siza Vieira, Souto Moura, Francisco Providência, Carvalho Araújo, Henrique Cayatte, Filipe Alarcão, Alcino Soutinho, Daciano da Costa são alguns dos nomes ali representados.
A aventura internacional da Larus começou com “coisas pequeninas em Espanha” até ter sido convidada para mobilar a cidade galega de Potevedra, para onde, com o arquiteto e designer Carvalho Araújo, desenvolveu “uma linha moderna e muito simples, um designe que não roubasse protagonismo à cidade”.
Neste momento, depois de ter conquistado clientes em Itália, Grécia, Marrocos, Angola e no Médio Oriente, a prioridade é o centro da Europa, porque “são países mais exigentes e capazes de pagar melhor aquilo que é bom”, estando a estrear-se com o mobiliário para uma grande praça na Bélgica.“Somos capazes de fazer bem e com um preço competitivo, o que não quer dizer vender barato”, disse, realçando que “na Europa, não existem empresas com esta capacidade e com esta versatilidade”.
Pedro Pereira explicou que a queda das encomendas no mercado nacional tem sido compensada pelo crescimento no mercado externo, que representa cerca de 40 por cento do volume de negócios de 2,6 milhões de euros.
Tendo as autarquias como principais clientes, a exportação tem a mais-valia de permitir um encaixe mais rápido do investimento: “Em Portugal, o prazo de recebimento é de oito meses e, quando são exportações, muitas vezes as peças já estão pagas quando saem da fábrica”, que emprega 38 pessoas na área de produção, gabinete de projeto e área comercial.
14-08-2011
Fonte: AO Online





2 comentários
#1RC14 de Agosto de 2011, 23:17
Uma honra para Albergaria a Velha e um motivo de grande orgulho para nós que moramos cá. Li há pouco tempo aqui nesta caixa de comentários que só se noticiavam notícias más de Albergaria. Está aqui a prova de que nem sempre se fala de Albergaria por maus motivos…
#2Manuel Bernardino17 de Agosto de 2011, 12:19
Caro Amigo Engº Pedro Martins Pereira,
Eu que ainda tive a possibilidade de trabalhar consigo na Alba, não é para mim uma surpresa pelo êxito alcançado com a sua empresa.
Quero desejar-lhe as maiores felicidades os maiores êxitos para si e todos os seus colaboradores alguns meus amigos.
Só desejo que possamos ver algum do mobiliário que produz aqui na nossa agora Cidade, como vemos os produtos alba espalhados um pouco por toda a parte e que nos enche de orgulho quando visitamos outras terras e vemos esses produtos.
Do amigo Manuel Bernardino e Família.
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