
Tendo em conta os interesses do sénior, o voluntário poderá ler-lhe histórias ou promover a leitura autónoma, fomentar o uso de novas tecnologias, esclarecendo dúvidas sobre o manuseamento de telemóveis, computadores pessoais e a comunicação, via Internet, com familiares distantes, partilhar experiências culturais, tais como a música, ou, simplesmente, fazer companhia ao idoso, oferecendo apoio sócio-emocional.
Para Sandra Pedrosa, Coordenadora do Banco Local de Voluntariado, o Projecto “Gerações Solidárias” visa combater “o isolamento social, a solidão, facilitar a interacção dos utentes com os serviços e desmitificar, junto das gerações mais jovens, a imagem pré-concebida do envelhecimento como um processo de degradação e desvalorização do ser humano, fomentando, assim, um conceito positivo de pessoa idosa enquanto portador de saberes e experiências e promovendo a qualidade de vida, a (re)integração na comunidade e a preservação do idoso no seu meio natural de vida.”
Sandra Pereira, Vereadora da acção social, diz que se trata de um novo serviço que vem complementar outros. “O levantamento está feito. Agora trata-se de canalizar estes voluntários para as visitas”, explica a vereadora que vê nesta resposta um passo em frente no apoio social. “Mesmo para os que usufruem de apoio domiciliário há muitos que têm carências de outros serviços como o convívio social. Isto vem complementar as respostas mais tradicionais”.
O projecto “Gerações Solidárias”, que vai para o terreno nas próximas semanas, é um dos finalistas do Prémio Manuel António da Mota, que reserva 50.000 euros para o melhor programa de voluntariado do País.
Fonte: Rádio Terra Nova





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