
Era uma vez um local chamado Flatland. Nele habitavam figuras geométricas, como linhas, triângulos, pentágonos, hexágonos que pensavam, falavam e tinham sentimentos. Um espetáculo de música, dança, teatro e vídeo que transportou o público presente para o mundo da matemática e da geometria de uma forma divertida e estimulante. O espetáculo foi apresentado pelo Conservatório de Música da Jobra (CMJ) na sexta-feira, dia 14 de outubro, no Auditório do Centro Cultural da Branca, em duas sessões distintas: uma para estudantes e outra dirigida ao público em geral.
Com encenação de José Geraldo e coreografia de Alberto Magno, Flatland foi interpretado por alunos que terminaram o 12.º ano do Curso Profissional de Artes do Espetáculo – Interpretação (CPAEI), de Nível IV, no ano letivo de 2010/2011, contando com a participação de um aluno de 10.º ano e dois de 12.º CPAEI. A dança esteve a cargo dos alunos do 12.º ano do Curso Profissional de Intérprete de Dança Contemporânea (CPIDC), inseridos numa Formação em Contexto de Trabalho (FCT). A direção musical/interpretação, vídeo e projeção, cenários, figurinos e adereços foram da responsabilidade da Casa da Música.
João Bettencourt tem 22 anos, é proveniente da Ilha do Pico, Açores, e concluiu o CPAEI no passado mês de junho. “Foi muito gratificante trabalhar com pessoas de idades diferentes e foi bom regressar ao CMJ, a casa onde cresci artisticamente durante três anos”, conta emocionado. Flatland estreou em outubro de 2010 na Casa da Música e, este ano, contou com novos intérpretes que “enriqueceram o espetáculo, está mais coerente, há mais movimento e dança”, sublinhou. João Bettencourt ingressou na Escola Superior de Dança de Lisboa porque pretende, segundo ele, “aperfeiçoar as minhas duas áreas artísticas preferidas: dança e teatro”.
Filipa Silva, 19 anos, mora em Oliveira de Azeméis, está no 12.º ano do CPIDC, e considera que Flatland foi muito enriquecedor, porque “reuniu as três áreas artísticas do CMJ: música, dança e teatro”. Para Filipa, é fundamental “interagir com as restantes turmas do Cursos Profissionais artísticos para uma melhor preparação da vida profissional”, rematou.
José Geraldo – encenador, ator, autor e músico, um profissional de teatro desde os anos 80 – ficou satisfeito com o resultado final. “Os atores estão de parabéns, não só os que trabalharam comigo no ano passado mas, também, os novos atores. Gostei muito de trabalhar com todos eles, são fantásticos”.
Alberto Magno – intérprete, coreógrafo, programador e produtor independente, formador das áreas das expressões – foi convidado pelo CMJ para ser o formador na Formação em Contexto de Trabalho dos alunos do 12.º ano do Curso Profissional de Intérprete de Dança Contemporânea. Durante uma semana trabalhou com o intuito de “moldar os alunos ao espetáculo Flatland, através da recriação de um trabalho já existente”, explicou. “O balanço é muito positivo, não só pela facilidade com que os alunos compreenderam a função deles mas, também, pela boa formação que apresentam, demonstram bastantes capacidades técnicas e são muito rápidos a atingirem os objetivos propostos”, elogiou.
Este formador brasileiro não conhecia o CMJ, uma Escola Oficial de Ensino Artístico, pelo que ficou espantado. “Foi uma descoberta muito agradável, gostei muito. As instalações são ótimas e a forma como os espaços do CMJ são dinamizados é extremamente interessante. Para além disso, conta com uma equipa de trabalho que se encontra sempre disponível e pronta para ajudar”.
O espetáculo Flatland regressa à Casa da Música, no Porto, um ano depois da grande estreia, nos dias 16 de outubro (16h00) e dia 17 de outubro (11h00 e 14h30), na Sala 2, destinado a estudantes (desde o ensino básico até ao universitário), bem como famílias e público em geral.
16-10-2011
Fonte: CMJ





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