
Desenvolvida no âmbito do Fórum Empresa e Cultura, esta iniciativa contou com oradores com larga experiência na área, que motivaram o público a fazer mais e melhor, mesmo quando a conjuntura não é favorável.
Jorge Araújo, Presidente da Team Work Consultores e ex-Seleccionador Nacional de Basquetebol, foi buscar inspiração aos seus tempos de treinador e aconselhou os participantes a terem uma atitude positiva e apaixonada para serem um exemplo de liderança para as suas equipas. Em tempos de crise, adoptar a atitude certa é crucial para manter a motivação e não há que temer o risco. “Como é que se pode ser criativo se não existe a cultura do risco? Ser criativo e inovador é saber fazer diferente e não ter medo de arriscar”, afirmou Jorge Araújo, que acredita que não se deve ter medo de errar; há sempre novos desafios pela frente e o importante é que estes sejam os mesmos das nossas equipas.
Objectivos claros e escritos em papel, bem como a capacidade de influenciar os outros, são, para Paulo Vilhena, Empresário e Coach de Negócios e Executivos, os critérios de sucesso para um líder. Não obstante estarmos a viver um “Inverno económico”, este especialista em crescimento empresarial afirmou, convicto, que a “Primavera” há-de chegar, pois a História é cíclica e foi sempre assim que aconteceu no passado. Tal como na fábula da “Cigarra e da Formiga”, “temos de saber fazer o trabalho de Inverno: aguentar, em primeiro lugar, e apostar na nossa melhoria, para estarmos bem preparados quando chegar a Primavera”.
Edílson Lopes, director de uma das maiores empresas de formação do Brasil, afirmou que “há que comemorar todos os dias!”. Especialmente nos tempos difíceis, um líder tem de saber motivar a sua equipa e mostrar reconhecimento pelo trabalho feito. “Há que alimentar os guerreiros diariamente”, realçou Edílson Lopes, que também aconselhou os líderes a lançarem desafios a todo o momento, de forma a criarem indivíduos diligentes, que trabalhem arduamente para um determinado fim.
Em tempos de crise, há que ser criativo; mas a criatividade pode ser, igualmente, uma forma de sair da crise. Segundo Carlos Martins, Presidente da Addict – Agência de Desenvolvimento das Indústrias Criativas, a atracção e retenção de talento criativo é a chave da competitividade de um território, sendo possível criar riqueza com as ideias, um recurso que, ao contrário dos outros, é inesgotável. Para o actual Director Executivo de Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura, há várias características que distinguem as pessoas criativas: a produção de muitas ideias em pouco tempo, a flexibilidade perante novas circunstâncias, a motivação, a intuição e sensibilidade, a originalidade, a curiosidade, o não ter medo de falhar e o esforço e persistência.
Reforçando o valor económico da criatividade, o compositor António Vitorino D´Almeida defendeu que se deve contrariar a ideia de que a cultura não rende e que não contribui para a produtividade do País. Para o maestro, o problema é que não se valoriza a criatividade mas, dando-se condições para os criativos produzirem, podemos estar certos que a cultura produzirá.
Esta conferência dedicada à Liderança e à Criatividade finalizou com um concerto pela Banda Sinfónica ARMAB, ao qual se seguiu um jantar de confraternização.
22-11-2011
Fonte: Câmara Municipal de Albergaria





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